Capítulo 11

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Eu e Damon ainda estávamos sozinhos no quarto, nos beijando apaixonadamente, elevando a tensão sexual entre nós. Mas eu não estava mais conseguindo me entregar totalmente a ele principalmente depois de ter passado aquela vergonha... Nem olhar em seus olhos ou sequer o beijar como antes, eu conseguia.

Chegou em um ponto tão óbvio, que ele parou o beijo e me olhou de cima a baixo com um olhar preocupado. Eu não sabia o que se passava pela cabeça dele e acho que nem ele na minha.

- O que aconteceu? - seu tom de voz era doce como açúcar, porém fiquei meio receosa de falar algo - Foi por causa do barulho, né... Já disse, S/N, isso é normal... Só não sei como acontece.

Eu o olhei, sentindo uma vontade de afundar meu rosto em seu peito e fingir que nada aconteceu. Sinceramente, esse foi um dos episódios da minha vida que eu nunca esquecerei, não importa o que ele fale, eu ainda estarei pensando nisso. Senti vontade de rir e chorar ao mesmo tempo.

O som de sua risada foi reconfortante, mesmo eu me sentindo uma pateta por dentro. Mas depois percebi que ele não é do tipo de pessoa que faz piada das pessoas de graça assim, especialmente comigo, fazendo-me rapidamente perder essa vergonha.

- Não tem que ficar envergonhada, de verdade. Se eu te falar algo que é constrangedor para os homens, você fica melhor?

Uma faísca iluminou minha cabeça por alguns segundos e concordei com a cabeça, sorrindo mais que o diabo ao ver um pecador.

- Estou com a estranha sensação de que eu vou me arrepender de falar isso depois - sua feição caiu em arrependimento, porém de uma forma brincalhona.

- Fala logo... - cutuquei seu peito, exigindo uma resposta melhor que aquela.

- Ok... Nós... meio que piscamos o... - ele fez uma cara envergonhada, enquanto usava a mão para descrever.

- O olho da bunda? - claramente eu estava desconcertada com isso e perguntei de forma cética, temendo sei lá o que seria dito a seguir.

- Isso. Quando gozamos... No caso, ele só se aperta assim até sair completamente e... - parou de falar quando viu que eu estava ficando vermelha de tanto segurar a risada.

Assim que abaixou a cabeça frustado, eu soltei uma risada de quem não ria há décadas. Foi alta e barulhenta, além de eu ficar imitando uma porca em todo o acontecimento. Sinceramente, essa foi a coisa mais aleatória que eu já ouvi sair da boca de uma pessoa. Nunca imaginei que isso acontecia com homens e a partir de agora eu nunca mais irei pensar em outra coisa a não ser isso.

- É... É... Já pode parar de rir, você vai acabar morrendo por causa disso - sua voz saiu meio baixa, pondo a mão em minha boca.

Minha gargalhada continuou e só parou quando lágrimas caíram sobre minhas bochechas. Elas estavam tão doloridas que nem sorrir eu estava conseguindo.

- Como? Por quê? Nossa... - perdi o fôlego, dando alguns risos frouxos - Você não tem ideia do quanto foi engraçado...

- Eu notei pela sua risada extremamente alta. É de doer os meus ouvidos - o jeito que falou aquilo rapidamente me fez perder sorriso de forma gradual.

Lembrei-me de quando eu não podia rir alto em casa por ser falta de educação, mas especialmente vindo de uma mulher.

- Você está bem?

- Sim, sim... Vamos fazer algo divertido hoje?

Apesar de eu ter confirmado, ele me conhecia bem o suficiente para saber que algo não estava certo. Mas eu não queria acabar com o clima feliz só por causa de dores passadas, então dei o meu maior sorriso e acariciei seu rosto.

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⏰ Última atualização: Jul 11, 2025 ⏰

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