Aemond estava cansado. Não aguentava mais ver seus irmãos sofrendo. Halaena estava se perdendo da realidade, Daeron estava crescendo em um lar sem afeto e Aegon Iria ser forçado a assumir o trono. Não, ele precisava dar um fim a tudo aquilo. Então c...
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O dia da coroação finalmente havia chegado e o castelo encontrava-se em mais pura agitação.
Os criados andavam de um lado para o outro do palácio, correndo contra o tempo para que tudo estivesse perfeito a tempo.
Lucerys acordou cedo naquela manhã. Sabia o que precisava fazer e não poderiam haver falhas. Vestiu a roupa de cerimônia que sua mãe havia mandado fazer especialmente para ele, um conjunto verde água com detalhes da casa Velaryon, calçou suas botas novas e pôs a capa prata que ia até seus joelhos.
Os membros da família real foram instruídos a reunirem-se na sala do concelho até que fosse a hora de entrarem na sala do trono.
Ele encontra Aemond no corredor de seu quarto, esperando-o com as mãos atrás das costas. Ele vestia um conjunto de couro completamente preto com alguns detalhes vermelhos e uma capa vermelha que ia até os joelhos também.
— Você parece um senhor das marés — Aemond comenta enquanto o outro aproxima-se.
Eles haviam combinado de encontrarem-se na noite passada. Embora os dois preferissem ter passado a noite juntos. Sabiam que muitas coisas estavam em jogo naquele dia.
— Eu sou o futuro senhor das marés e você parece... — o mais velho o corta.
— Seu consorte — fala.
— Futuro consorte — o menor corrige.
Os dois se beijam com carinho, Aemond entrelaça o braço do mais novo no seu e guia o caminho até a sala do conselho.
— Devemos avisar ao lorde Corlys sobre sua decisão — o alfa lembra.
— Ele vai adorar saber que escolhi alguém com seus traços — ele revira seus olhos verdes ao dizer.
— Ele tem muito orgulho de você, tenho certeza disso — Aemond fala — sempre fala que a história só lembra de nomes — lembra.
— Ele usa essa frase pra compensar o que ele e a princesa Rhaenys fizeram antes de nosso pai morrer — fala — mas isso não importa — da de ombros.
— Compensar? — Aemond pergunta.
— Eles nem sempre foram avós tão bons quanto são hoje em dia — o mais novo explica. Ele olha para o alfa antes de continuar a falar. Aemond o encarava com uma expressão tranquilizadora, incentivando-o a falar o que queria — quando éramos mais novos eles eram distantes, ela mais do que ele. Eles não nos maltratavam ou menosprezavam, apenas mantinham-se afastados como se fôssemos defeituosos. Mas quando nosso pai se foi, eles mudaram. Perceberam os erros que haviam cometido com os próprios filhos os barganhando em casamentos arranjados e acordos. Joffrey ainda é jovem, mas Jace e eu sabemos que eles nos enxergam como uma maneira para corrigir os erros do passado — fala.