Aemond estava cansado. Não aguentava mais ver seus irmãos sofrendo. Halaena estava se perdendo da realidade, Daeron estava crescendo em um lar sem afeto e Aegon Iria ser forçado a assumir o trono. Não, ele precisava dar um fim a tudo aquilo. Então c...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Sunfyre e Vermax pousam em Dragonstone no início da noite quando o céu já está escuro e as ondas do mar mais violentas.
Os dois dragões levantam voo na direção do castelo assim que seus montadores se afastam, com o dragão verde liderando o caminho.
Alguns guardas de sentinela os recebem com tochas nas mãos para iluminar a estrada até o castelo. Os alfas reverenciam os dois príncipes e protegem a retaguarda enquanto Jacaerys guia Aegon.
— É tão calmo aqui — o omega comenta enquanto eles atravessam o caminho de pedra — e mais cheiroso também — ele brinca.
— Eu não sei. Acho que passei tanto tempo aqui que acabei considerando esse lugar maçante depois de alguns anos. Nunca acontecia nada muito diferente, não me entenda mal, ara bom. Mas era previsível — o maior fala.
— Eu gostaria de ter passado a infância aqui, sem os olhares e burburinhos da corte — o platinado comenta.
— Eu teria gostado de ter você aqui — Jace sorri para seu tio com toda sinceridade de seu coração.
Os dois ficam em silêncio pelo resto do percurso até que entram no castelo iluminado pelas tochas. Ania a chefe dos cervos os recebe e os leva para sala de jantar onde um banquete os esperava.
Eles comem em um silêncio confortável. A companhia um do outro já era suficiente.
Jacaerys repassava em sua mente a conversa que havia tido com sua tia pouco antes dois dois príncipes partirem.
— Quando vai dizer a ele? — Helaena apareceu atrás de seu corpo enquanto ele arrumava a cela em Vermax.
Aegon estava longe deles, ajustando a cela de Sunfyre, Rhaenyra e Daemon conversavam com ele enquanto Baela e Rhaena brincavam com os mais novos na areia.
— Dizer o que? — ele questionou.
— O que todos nós já sabemos — ela deu de ombros como se não fosse nada.
— Todos nós? — ele repetiu em dúvida.
— Eu, Rhaenyra, Daemon, Luke, Aemond, Baela, Rhaena, Joffrey e Daeron, e até os mais novos. Todos nós conseguimos ver. Bom, talvez Aegon não consiga porque está ocupado demais escondendo e negando seus sentimentos porque está assustado — ela explicou.
— Não faço ideia do que você está falando, tia. Nós dois estamos bem como estamos. Ele confia em mim, sabe que pode ser vulnerável comigo, sebe que eu nunca vou pressiona-lo. Isso é mais do que eu poderia imaginar ter com ele. Não vou estragar tudo por um capricho — ele balançou sua cabeça em negação.
— Um capricho? — foi a vez de Helaena questionar.
— Eu sou o herdeiro do trono. Se ele escolhesse ficar comigo, significaria ser meu consorte. Fazer parte da coisa que mais o machucou. Não posso contar a verdade para ele e pedir que ele aceite dividir meus fardos e responsabilidades só porque quero que ele seja meu omega e de mais ninguém — explicou resignado.