Capítulo 7

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- Feliz dia de ação de graças, Addy. - Nate sorriu parado em frente à porta.

Ele olhava para a colega que estava divina, não sabia explicar como se atraía por ela. Era como se algo o puxasse sempre para perto dela. Não sentia-se atraido pela lindas pernas que ganhou da genética materna, apesar de todas vezes que ela andava, o rapaz dava uma leve conferida quando a via usando saia.

- Feliz dia de ação de graças, Nate. - Sorriu dando espaço para ele passar - Sinta-se em casa.

Ao vê-lo entrar fechou a porta enquanto engolia seco lambendo seus lábios para tirar a aparência de ressecados.

Patrick se levantou e caminhou até o rapaz enquanto esticava sua mão para cumprimentá-lo.

- Sou Patrick, pai de Audrey. - Disse sério.

- Muito prazer Patrick, sou Nathan mas pode me chamar de Nate. - Sorriu simpático cumprimentando com um aperto de mãos, riu sem graça ao sentir o aperto de mão mais forte do que esperava.

- Papai, não faça isso com o Nate. - Disse rindo se aproximando dos homens.

- O que seu pai está fazendo? - Jane perguntou enquanto colocava a torta de abóbora encima da mesa.

- Está apertando forte demais a mão de Nathan. - Riu cruzando os braços vendo o pai olhá-lo de cima a baixo - Nate, essa é a minha mãe Jane.

- Puxa vida, estou encantado! - Cumprimentou-a com um aperto de mãos - Agora entendi de onde Audrey herdou tanta beleza.

- É um prazer também te conhecer, Nate. - Riu deixando um carinho no braço do rapaz - Seu amigo é um querido.

- Eu sei mamãe. - Riu tirando o cabelo de trás da orelha.

- Eu trouxe uma garrafa de vinho, o melhor que tinha. - Entregou para Audrey que sorria agradecida.

- Obrigada, não tinha necessidade. - Disse colocando encima da mesa - Fico feliz que tenha vindo.

- Eu fico feliz por ter me convidado. - Sorriu vendo Jane levar Patrick para dentro da cozinha - Acho que seu pai não gosta muito de mim.

- Meu pai não é assim, ele está fazendo um papel pra ver se você realmente gosta de mim mesmo eu dizendo que somos só amigos. - Riu apontando para o sofá - Quer se sentar?

- Por favor. - Caminharam até o sofá onde se sentaram lado a lado - Somos amigos?

- Claro que somos amigos Nathan, apesar da nossa situação. - Sorriu sem graça, ainda não estava acostumada com aquilo - Com quem Shania está?

- Deixei com a minha vizinha, ela tem outros animaizinhos e sempre cuida da minha menina. - Sorriu colocando as mãos no colo vendo um gato gordo é laranja caminhar pela sala - Aquele deve ser o Billy Joel.

- Ele mesmo. - Chamou-o estalando os dedos mas não respondeu - Ele tem uma personalidade forte.

- Igual a dona. - Disse rindo vendo-a o olhar segurando para não rir enquanto negava com a cabeça - É um elogio!

- Então obrigada. - Riu olhando para a porta da cozinha onde via sua mãe trazer um peru assado para o centro da mesa - Acho que nosso jantar está pronto.

- Exatamente, lavem as mãos e venham comer!

A mulher mandou enquanto retirava o avental, como estava bonita, o marido olhava-a com os mesmos olhos de quando tinham vinte anos. Patrick sorriu olhando para a esposa, era apaixonado por cada detalhe dela.

- Seus pais são sempre assim? - Nate perguntou enquanto seguia Audrey até o banheiro.

- Assim como? - Lavou as mãos.

- A maneira que seu pai olhar para a sua mãe é tão pura, tão apaixonante. - Cruzou os braços observando-a passar sabão nas mãos - Não é possível.

- Meus pais sempre foram assim. Papai é apaixonado pela mamãe e mamãe é apaixonada por papai. - Enxaguou-se - E sempre fazem questão de mostrar.

- Eles estão juntos a quanto tempo? - Perguntou-a enquanto abria a torneira.

- Trinta e um anos mas se conhecem desde a infância, estudaram juntos quase a vida toda. - Secou as mãos na toalha de rosto - Um dia sonho em ter um amor igual o deles.

- Você realmente acredita que esse tipo de amor existe? - Desligou a torneira depois de enxaguar suas mãos ensaboadas.

- Óbvio que acredito, meus pais estão cheios dele. - Sorriu entregando-o a toalha - Não me diga que não acredita no amor.

- Não acredito muito. - Deu de ombros colocando a toalha em seu lugar - Mas acho lindo quando as pessoas acham um.

Sem dizer mais nada, os dois voltaram para a sala de jantar onde encontraram Jane e Patrick em pé atrás de suas cadeiras apenas esperando os dois chegarem. Os quatro se sentaram e como a tradição Jane sorriu segurando a mão do esposo que não tirava os olhos dela.

- Antes de comermos vamos dizer pelo o que somos gratos. - Disse sorrindo - Sou grata pela minhas filhas, Harper, Nancy e Audrey. Sou grata pelo meu marido, Patrick. Sou grata pelo meu genro John e pela minha netinha Brooke. Sou grata pela minha melhor amiga, Mary que está em Chicago. Mas principalmente eu sou grata ao tempo por ser sempre tão bondoso comigo. Sua vez, Rick.

- Eu sou grato pela minha Jan, minha esposa e o amor da minha vida. - Beijou-a na mão - Sou grato pelas minhas três lindas filhas, minha Harpie, minha Nan e minha Auddie, pelo meu genro e minha BrooBroo. Sou grato pelas minhas empresas e negócios, tudo está sendo uma benção. Sua vez Nathan.

Nathan piscou devagar, não sabia o que falar mas tomou coragem de um homem adulto e sorriu.

- Bom, eu sou grato ao meu trabalho e a minha cadelinha, Shania. - Olhou para Audrey, aqueles lindos olhos azuis mexiam com ela - Sou grato por vocês terem criado muito bem a Audrey pois agora vou comer uma deliciosa comida.

Escutou-os rir mas só prestava atenção no sorriso o qual ela tinha no rosto, era o sorriso que esquentava-o por dentro querendo-a por perto sempre principalmente em dias frios como aquele.

- Sua vez Addy. - Sorriu sem tirar os olhos dela.

- Eu sou grata por minhas irmãs, Baba e Cici. Ao meu cunhado John e a minha sobrinha linda Brooke! - Olhou para os pais - Sou grata a mamãe e ao papai por me fazerem ser quem eu sou hoje. Sou grata a minha amiga Lilly, que saiu para passar o feriado com o namorado mas amo ela de qualquer forma. Sou grata ao Billy Joel que apesar de ser difícil é o meu meninão!

Riu enquanto olhava para o gato gordo. Levou seu olhar para o homem ao seu lado que não havia desviado um só minuto aqueles olhos cor azul piscina dos seus olhos castanhos.

- E ao meu trabalho por ter me proporcionado uma amizade tão importante. - Deixou um carinho no ombro de Nate.

- Vamos comer! - Patrick anunciou enquanto cortava a carne.

Nathan olhava para Audrey que era servida pelo pai. "Uma amizade tão importante", essas palavras ecoavam pelo o seu cérebro, era como ela o via, como um amigo. Mas para ele naquele momento se tivesse que escolher ser apenas amigo dela e não tê-la mais por perto, escolheria com toda certeza ser só um amigo.

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