Capítulo 10

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Ela 'tava tão linda
Mesmo abraçando ele
O amor da minha vida
Sendo exibida de troféu por ele
Vez ou outra me olhava
Como quem diz "vem cá"

Surto de amor - Bruno e Marrone

ABEL FERREIRA.

Me olho uma última vez no espelho e quando penso em sair do banheiro, a porta se abre e entra Guilherme.
Seu olhar se enche de irá quando me vê, e eu penso em simplesmente ignora-lo e sair, mas ele me intercepta, se pondo em minha frente.

- O que você tá querendo com a minha noiva? - ele fala rispidamente.

- Eu sou amigo da Maria Vitória! - o respondo tentando controlar a grande vontade que tinha de socar a cara dele.

- Eu não quero você perto dela entendeu bem? - ele fala ponto o dedo no meu peito.

- Isso depende dela, se ela quiser que eu fique, não vai ser você quem vai me impedir! - eu falo praticamente num rosnando, enquanto empurro sua mão com o dorso da minha.

- Eu vou me casar com ela, o mínimo que eu espero do senhor perfeição é isso! - ele fala erguendo as mãos.

- A única coisa que eu vou te pedir é pra você cuidar dela, ela é uma mulher incrível, e você nunca vai conseguir alguém melhor que ela.

- Eu sei disso. - ele fala presunçoso. - e essa mulher incrível é minha!

- Eu espero mesmo que saiba, porque se você fazer ela sofrer mais uma vez, a nossa conversa vai ser diferente. - eu falo, e passo por ele, encostando meu ombro no dele, com um pouco de força.

Deixo ele falando sozinho, e volto para minha mesa, de lá, vejo que Maria Vitória estava preocupada, e que assim que me viu voltando, respira fundo talvez aliviada por eu e o seu noivo não termos saído no soco, mesmo que fosse essa a intenção dele, não é do meu feitio partir pra agressão.

- O que você tava fazendo esse tempo todo? - João senta do meu lado e me pergunta curioso.

- O que você acha? - eu falo levantando os ombros enquanto erguia as mãos, ele me fitava com dúvida e curiosidade. - o que a gente faz quando vai ao banheiro João?

Ele me olha claramente desacreditado, mas eu preferia não comentar nada com ele sobre o ocorrido.

Continuei focado em beber mais alguns goles de vinho, enquanto a observava numa tentativa pouco convincente de seguir em um diálogo tranquilo com o noivo.

- Só pare de ficar encarando tanto ela cara! - João fala no pé do meu ouvido.

- Me deixa João. - falo e passo a língua nos dentes de trás, eu sei que não havia exagerado no vinho a ponto de estar embriagado, mas talvez eu estivesse mais ousado.

- Vão perceber! - ele insiste nervoso.

- Foda-se, eu tô gostando de vê-la nervosa com meu olhar sobre ela. - eu falo um tanto quanto presunçoso.

João balança a cabeça insatisfeito.

Algum tempo depois eles se levantam e vão embora, de mãos dadas, o que me faz cruzar os braços no peito e fazer uma careta de nojo.

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