Capítulo 21

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MARIA VITORIA FERREIRA.

Era um dia frio e cinzento quando chegamos em Interlagos.

Abel parecia uma criança chegando num parque de diversões, olhando para os lados enquanto eu estacionava o carro dele.

Como o percurso era longo, 6 horas de viagem, decidimos ir revezando a direção para que nenhum de nós se cansasse.

Quando eu paro o carro sentia meu coração disparado, eu precisava disfarçar muito a mini crise de ansiedade que estava se formando dentro de mim.

Eu não conseguia me sentir preparada para tanta gente junta ver Abel e eu, ainda mais com tantas câmeras por todos os lados.

Descemos do carro e pra minha surpresa maior, Abel estende a mão para mim, eu olho para ele que sorria tão animado e a minha única reação é esboçar um sorriso fraco e pegar em sua mão.

Ele parecia ter tudo sob controle, mas isso para mim era algo novo.

Logo que chegamos onde o movimento era maior, Abel encontra seus colegas do Palmeiras, e os cumprimenta com um aperto de mão, sem soltar a minha.

Ele passa seu braço pelas minhas costas e me apresenta para os que eu não conhecia.

- Vitor Castanheira, Carlos Martinho e Thiago Costa, está é a Mavi, minha namorada.

Eles sorriam para mim como se eu fosse uma conhecida dele, e eu sentia minhas bochechas ardendo de tão quentes.

- Enfim a gente conheceu você Mavi. - Carlos Martinho fala estendendo a mão para mim.

- Você é mais bonita pessoalmente. - Vitor Castanheira fala em seguida.

- Então é você que encantou nosso professor. - Thiago Costa fala.

- O Abel fala tanto de você pra gente que parece que a gente te conhece a muito tempo. - Carlos explica animado.

Eles pareciam muito simpáticos, e senti um pouco de tranquilidade em conhecer os amigos do meu namorado.

Andamos por toda a área, Abel tinha muitos conhecidos lá e eles conversavam animados sobre os carros e histórias de corridas passadas, ele deu algumas entrevistas curtas e eu ficava sempre num cantinho discreto.

Ele falava com tanto entusiasmo que eu sempre ficava sorrindo observando sua inteligência e capacidade de se adaptar em qualquer ambiente que ele estivesse.

Sempre falando coisas inteligentes fazendo as pessoas prenderem a atenção nele.

- Tudo bem? Não tá achando chato ficar sozinha vendo eu dando entrevistas de longe?

Ele fala se aproximando com as mãos nos bolsos.

- Não, Abel, eu tô achando um máximo ver as suas entrevistas em primeira mão. - ele sorri.

- Eu te amo! - Ele fala bagunça meus cabelos - já te falei que você está linda hoje?

- Eu também te amo, seu bobo. - eu falo rindo enquanto tentava arrumar meu cabelo novamente. - Você que está lindo demais.

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