Vinte e dois anos atrás...
— Alto,senhorita!
Um rapaz gritou. Beatrice parou de correr de imediato. No início,tudo estava livre e acessível para ela e em um piscar de olhos,se viu cercada por seis homens. Seis guardas reais. Todos apontando espadas em sua direção. A garota de apenas oito anos estava assustada,nervosa com tudo aquilo. Com pressa,não hesitou um só segundo ao dizer:
— Eu preciso fugir,vocês não vão me entender,mas... — engoliu seco. — Ele vai me matar! Ele vai me esfaquear por inteira! Eu não quero morrer! Eu não posso morrer!
— Quem vai matar-la? — perguntou outro guarda,em um tom de pele e pelos mais claros que o anterior. Aproximando-se em passos curtos e receosos,armado. — Nós somos a extensão da corte,e ninguém a fará mal enquanto estivermos aqui. No entanto,eu preciso que a senhorita colabore conosco.
Beatrice não queria colaborar,queria correr! Para longe deles e de qualquer outro homem que cruzasse o seu caminho. Estava assustada,com fome e perdida. Enquanto corria do seu predador,sabendo que não aguentaria mais correr por mais um segundo qualquer,juntou seu resto de forças e pulou em uma carroça prestes a entrar em movimento. Foi só nesse período que descansou,mas havia outro problema... A carroça passou a se mover em questão de instantes! O que significa que ela estava se deslocando do vilarejo em que sua amiga Emma morava. Beatrice ficou aterrorizada,pensou em se jogar no caminho e voltar,mas só em lembrar do barbudo correndo segurando uma espécie de faca a aterrorizou mais ainda,e tudo que ela poderia fazer era tentar gravar o caminho... Assim voltaria com um pouco mais de facilidade.
Seus olhos encheram de lágrimas e suas mãos passaram a tremer. O guarda tentou se aproximar um pouco mais. Beatrice recuou com três passos para trás.
— Por que vocês estão fazendo isso comigo? — perguntou entre lágrimas. -— Fortuna? Não tenho. Nobreza? Também não tenho. Títulos? Pf... — revirou os olhos. — Nem casa e nem família tenho nessa droga! — bateu os pés no chão,urrando. — Não tenho mãe,não tenho pai,não tenho parentes próximos,não tenho absolutamente nada! Então por que continuam me seguindo e infernizando a minha vida?!
Os guardas recuaram suas armas,um a um,sentindo verdade nas palavras da jovem garotinha que caiu de joelhos no chão de pedras e areia. Aquilo deve ter doído bastante,pensou o guarda real. A empatia preencheu os seus peitos,e por um segundo,o comandante sentiu vontade de dar as costas,chamar os demais e a deixarem em paz. Mas não podiam,não havia sido ordens apenas da Vossa Alteza. A Majestade estava ciente,ordenando reforços,informando que queria a pequena delinquente em seu hall de serviços assim que o evento acabasse.
Beatrice chorava,gritava,soluçava sem se importar com os olhares que esquentavam sua pele.
— Venha conosco,garota. — exigiu o comandante. — Venha enquanto estou sendo gentil,ou irei mandar os demais a pegarem a força.
Apavorada,levantou-se do chão,erguendo seu olhar ao guarda.
— Nós vamos te proteger,garota. Ninguém irá te tocar ou fazer mal algum,mas para isso eu necessito que nos acompanhe e colabore conosco.
— Por que eu acreditaria nisso?
— Porque não há mais ninguém com quem você possa confiar além de mim. Se sua segurança não for garantida pela guarda real,então por quem seria? — ergueu as sobrancelhas,mostrando superioridade na conversa. Beatrice balançou a cabeça em concordância. Na situação que se encontrava,ser refém de guardas era menos pior do que perseguida e assassinada. — Me diga o seu nome,garotinha. Como se chama?
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Dinastia - Choi Seungcheol
Fanfiction3º Livro do Especial Seventeen! Sinopse: Quais as chances de encararmos uma viagem para um mundo paralelo? Ou melhor,há como um mero mortal voltar no tempo? Aos 30 anos,me encontro em uma distopia na qual nunca imaginei que fosse possível. E...
