Capítulo 15

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- Vernon,você também sente falta do Cheol sempre que ele precisa ir viajar com as vossas majestades? - perguntou Beatrice lambendo um picolé de maçã.

- Unhum - murmurrou ele.

Ela e o amigo estavam sentados na cerca grossa de gesso que separava o edifício para a grama. Mesmo que se divertissem muito juntos,eles também sentiam falta do príncipe. Na concepção das crianças,sempre que o pequeno herdeiro ao trono está presente,a brincadeira fica mais divertida.

- Só não mais do que os meus pais. - acrescentou. - Bea,como você lida com a saudade dos seus pais? - virou para a amiga. - Me disse que os perdeu,então... Como você consegue estar sempre sorridente?

- Mas eu não estou sempre sorridente. - respondeu ela lambendo uma gota que se escorria pela sua mão. - Todas as noites eu choro muito,sem exceção. - assumiu,sem olhar para ele.- Sofro todos os dias,Hansol. Mas quando estou com você ou com o Cheol,o meu sofrimento ameniza um pouco e eu consigo me distrair. - virou-se pra ele. - Então os sorrisos que eu te dou são sempre sinceros. É sinal que você me faz feliz. - sorri. - E os que você me dar,também são sorrisos sinceros e felizes?

Vernon suspira envergonhado,e responde:

- Sim. - sorriu de canto. - Ultimamente são sim.

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- Por que vocês ainda não consumaram!? Sabe o quanto a sua mãe está enchendo o meu saco para saber dessa informação? O que eu digo?

- A verdade? - disse o príncipe em um tom óbvio,caminhando pelo jardim,a caminho do estábulo novamente. Ele precisava pelo menos terminar de pintar a cerca do Maximus.

Por estar em lua de mel,os novos Rei e Rainha estavam usufruindo da privacidade. Poucos funcionários estavam na nova casa,para que traga a impressão que eles estejam sós,mas não tão sós assim.

Pela tarde,Vernon foi fazer uma visita ao antigo príncipe,e buscar informações para levar-las ao palácio antes que ele passe a morar na pequena casa. Ele não queria ir,não achava sensato e também é proibido que eles recebam visitas durante a lua de mel,contudo,a Rainha Brianna não o deixou em paz até que ele fosse e trouxesse a informação de que o cargo estava selado e sem brechas.

- A verdade?! - murmurou incrédulo,fazendo bico. - Quer mesmo que eu desfrute a ira da sua mãe? Por que eu não estou nem um pouquinho afim.

- Então mente. - tirou a camisa e a pendurou nas madeiras já grudadas. - Diz que consumamos e ela para de te incomodar. - abriu a lata de tinta branca,murmurando:- Não vai demorar para que isso aconteça mesmo.

- Foi por isso que você não quis?

- Isso o quê? - viro o rosto para ele.

- As cicatrizes e marcas que o Rei te deixou. Não quer que ela saiba.

- Ela já sabe. Eu tive que contar.

- Sabe da história toda ou do que você quis que ela soubesse?

- Vernon,e isso importa? - se estressa. - Ela sabe quem as fizeram, e sabe que foi escolha minha passar por tudo isso. Já é o bastante.

- Devia contar a verdade toda logo,antes que ela descubra.

- E quem contaria? Você?

Dinastia - Choi Seungcheol Histórias para pegar e não largar. Descubra agora