Capítulo 6

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- Bea...

Emma me acordou cedo,não entendi o porque. Depois de ter me dito que precisaria da minha ajuda hoje na loja,me lembrei da nossa conversa de ontem. Então isso seria um sim. Nos arrumamos juntas,tomamos café da manhã e fomos andando até a estação de trem. Por pouco não perdemos. Precisaria me acostumar com toda aquela demora para chegar a cidade,mas como estava com a Emma,tive a sensação de que o tempo reduziu em 50%. Papeamos sobre muitas coisas,principalmente sobre Florença.

Emma nunca duvidou das histórias que eu contava,pelo contrário, sempre me pedia para contar um pouco mais sobre. Da estação até a loja,fofocamos sobre o Rafaelle e toda a história,resumida,até o nosso fim.

Lótus é uma loja de roupas feminina fina e sofisticadas. A fachada é padronizada,igual a todas as outras lojas que tem por perto,já o interior é aconchegante e possui uma pegada moderna. Manequins preenchiam a vitrine,cada um com um estilo diferente de roupa. As peças são lindas! É estranho não ter tanto movimento.

- Isso tudo foi você quem fez? -perguntei abismada com o mar de roupas estilosas e muito diferente das que estou acostumada a ver as mulheres aqui usarem. Deve ser por isso que Emma nunca fez questão que eu usasse suas roupas. Ela pode simplesmente fazer uma nova brincando.

- 95% sim,os outros 5% foram eu investindo em peças básicas e horríveis. -
respondeu indo para trás do balcão. - Mas adivinha - olhou-me por cima. - Vendem mais do que as minhas autorais.

- Esse povo só pode ser louco... - digo tirando um macacão lindo da arara. Ele é em
um tom verde militar,com um tecido que ficava entre o grosso e uma espécie de couro. Mas o charme mesmo eram as aplicações e o corte. - Emma,você é muito talentosa! - arranco um sorriso tímido seu,enquanto ligava o ar condicionado. - Sério. Tudo isso aqui é surreal! Cada pedacinho desse lugar grita Arte.

- Queria que as pessoas pensassem o mesmo que você. - respondeu ela abrindo uma porta por trás do caixa. Era um depósito. Ela tirou uma vassoura,um balde,rodo...

- Quer ajuda para pegar as coisas? - perguntei pondo a roupa de volta no lugar,apressando o passo até ela.

- Não não... - tirou uns panos. - Quer dizer,põe um pouquinho de água nesse balde,por favor.

- Onde que eu encho? - pego o balde.

- Depois dos três provadores tem um banheiro,você enche lá. - explicou. - Agora é pouca água mesmo.

- Dois dedinhos?

- Três e o chorinho.

Emma e eu limpamos toda a loja e por volta das dez da manhã,a loja já se encontrava aberta. No começo da manhã o movimento foi zero,pela tarde o fluxo já foi bem melhor! Fiquei responsável pelo caixa,enquanto Emma e mais duas meninas auxiliavam os clientes.

- Deu quarentena e cinco euros. - informo.

- Nossa,isso tudo... - reclamou a moça enquanto abria a carteira. - Você não me é estranha...

- Ah,a senhorita acha? - dou uma risada sem jeito. - Talvez seja um engano,sou nova na cidade.

- Não é um engano. - disse ela me entregando uma nota de cinquenta. - Você é a moça da praça. A moça no qual o príncipe herdeiro chamou.

Emma escuta,vira a cabeça para mim e me encara com os olhos arregalados e uma expressão surpresa. Ah não...

- Ah... Sim,sou eu sim. - entrego o troco.

Os olhos dela arregalam ainda mais após ouvir minha confirmação.

- Me disse que é nova,então como vocês se conhecem? Ou melhor,como veio parar em uma loja onde a dona é uma ex prostituta e suas colegas de trabalho veem comprar roupas?

Dinastia - Choi Seungcheol Histórias para pegar e não largar. Descubra agora