O Fardo das Emoções

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Dentro de mim, um turbilhão escondido, 
Sentimentos aprisionados que nunca se vão. 
A dor se torna amiga num instante ferido, 
E o corte na pele traz uma estranha canção. 

A queimação interna é um grito mudo, 
Um desejo de sentir algo mais real. 
Mas o vazio aperta e me deixa no escuro, 
E o mundo ao redor parece tão irreal. 

Vivo num labirinto onde as paredes são frias, 
Cada esquina traz ecos de risos perdidos. 
Quando as emoções se acumulam e não há saída, 
Sinto que vou quebrar como vidro ao chão partido. 

Medos ancestrais dançam na minha mente, 
Sussurrando segredos que não posso contar. 
E nesse ciclo vicioso e crescente, 
Carrego o peso de uma eterna prisão a pesar. 

A vida continua enquanto eu me escondo, 
Mas a luz no horizonte parece tão distante. 
Nessa batalha interna onde tudo é confuso, 
Busco uma saída que parece tão inconstante.

_Daiki

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