Às vezes sinto uma solidão tão…
Não sei terminar a frase, ela escapa da minha mão.
Olho pro nada, fixo os olhos no vazio da parede,
E tento entender o que arde, o que queima, o que fere.
Mas nada vem. Nada diz. Nada se revela.
Só um buraco no peito, uma ausência tão bela.
Não sei o que sinto, mas sei que dói fundo,
Uma dor sem palavra, sem mapa, sem mundo.
Tento falar, mas a voz se engasga na garganta,
As palavras são pássaros que nunca chegam na planta.
Quando alguém me toca, a pele se retrai, se fecha,
Uma angústia me envolve, como névoa espessa.
E eu queria tanto gritar, pedir ajuda, explicar,
Mas como dizer o que nem eu sei nomear?
Como contar que dentro de mim mora um grito calado,
Que pede socorro e, ao mesmo tempo, quer ficar trancado?
Não sei o que tenho, não sei o que falta,
Mas sinto que algo em mim grita, salta, exalta.
Só não quero estragar nada, não quero pesar,
É só a ansiedade me tirando o ar.
É difícil entender o que acontece aqui dentro,
É como um labirinto sem centro.
Caminho pelas paredes da minha própria mente,
Esbarrando em dúvidas, tropeçando em corrente.
O sono me foge, a noite se estica,
E eu fico encarando o teto, com a alma tão rica
De perguntas sem resposta, de um silêncio cruel,
De um coração que bate fora do papel.
Queria poder dizer que passa, que vai,
Mas às vezes a sombra se deita e não sai.
E eu sigo aqui, tentando existir,
Tentando sorrir, tentando não sumir.
Porque, no fundo, há uma esperança tão minha,
Que mesmo no escuro, ainda caminha.
Mesmo sem entender, sigo respirando,
Mesmo sem paz, sigo me levantando.
E se um dia eu descobrir o nome dessa dor,
Talvez eu possa dar-lhe um novo sabor.
Mas, por agora, só sei sentir,
Só sei existir, só sei… resistir.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Desabafo
PoesiaSó escrevendo pra desabafar Porque nesse mar de lágrimas não quero me afogar Plágio é crime!!! Espero que gostem!¡ UwU
