capítulo 30

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Com o novo ônibus à vista e o perigo de perder o show afastado, as meninas embarcaram aliviadas e animadas, prontas para a próxima etapa da jornada. O ônibus partiu, e a cidade foi deixada para trás enquanto elas se dirigiam para o show dos seus sonhos, com a certeza de que tudo iria dar certo. (Uma pena que não seria tão fácil quanto imaginavam).

Elas passaram o dia viajando e o sol já começava a se pôr quando o ônibus começou a balançar levemente. Sabrina, que estava sentada ao lado de Milla, franziu a testa e olhou pela janela.

— Vocês sentiram isso? O ônibus parece... estranho.

Milla despreocupada falou: —Deve ser só a estrada. Essas rodovias sempre têm uns trechos ruins.

De repente, um barulho alto, seguido de um solavanco, fez todas as meninas se segurarem firmemente nos assentos.

Motorista  (pelo microfone): —Atenção, pessoal. Parece que estamos com um pneu furado. Vou ter que parar para resolver isso.

Léia com os olhos arregalados disse:— Um pneu furado? Sério? Justo agora?

Lizzy falou, tentando manter a calma : —Ok, ok, não vamos entrar em pânico. Isso deve levar só alguns minutos.

Sabrina disse olhando nervosamente para o relógio :—Só espero que ele saiba trocar pneu rápido.

As meninas saíram do ônibus enquanto o motorista começava a resolver o problema. O céu estava ficando mais escuro, e a ansiedade começava a tomar conta delas.

Milla  então perguntou: —Alguém tem alguma coisa para passar o tempo? Acho que a gente vai ficar aqui um tempinho.

...

O motorista finalmente conseguiu trocar o pneu, e o grupo voltou para o ônibus, aliviadas, mas com a tensão crescente de que o tempo estava contra elas.

Já de madrugada algum tempo depois de voltarem a estrada, as garotas acordaram com o som de tosse e gemidos. Uma senhora, sentada a algumas fileiras à frente delas, parecia estar se sentindo muito mal.

Léia percebendo falou: —Gente, ela não parece bem.

Milla indagou:—Será que alguém no ônibus é médico?

Sabrina levantando-se preocupada e disse:—Vou até lá ver se ela precisa de ajuda.

Sabrina se aproximou da senhora, que estava pálida e suando.

—A senhora está bem? Precisa de alguma coisa?

A Senhora com a voz fraca respondeu: —Eu... acho que comi algo que não me fez bem...

O motorista foi novamente forçado a parar, desta vez em um pequeno posto de gasolina no meio da estrada, onde chamaram uma ambulância.

Lizzy indignada murmurou: —Primeiro o pneu, agora isso... Será que vamos chegar a tempo?

Milla tentando manter o espírito otimista falou : —Vamos, com certeza! Só precisamos manter a calma. Ela precisava de ajuda, não tinha como ignorar.

Léia ansiosa disse: —Só espero que a ambulância chegue logo. Não consigo parar de olhar para o relógio.

—Vou enviar uma mensagem pra Millena dizendo que não vamos conseguir chegar pela manhã como previsto. — Disse Sabrina pegando o celular.

Finalmente, a ambulância chegou e levou a senhora para o hospital mais próximo. Com a emergência resolvida, o ônibus pôde continuar a viagem, mas o tempo estava cada vez mais apertado.

...

Depois do ocorrido com a senhora a manhã foi tranquila e a viagem seguiu normalmente,mas perto da hora do almoço algo novamente aconteceu.

Uma placa na estrada indicava um desvio obrigatório. A ponte à frente estava intransitável devido às fortes chuvas que haviam caído recentemente.

O Motorista pelo microfone disse : — Pessoal, só um aviso rápido: a ponte que deveríamos atravessar está interditada por causa das chuvas. Vamos precisar fazer um desvio. Não se preocupem, vou seguir as instruções para chegar em segurança ao nosso destino, mas isso pode levar um pouco mais de tempo.

As meninas trocaram olhares preocupados. O tempo já estava apertado, e qualquer atraso extra poderia prejudicar a chegada ao show.

Sabrina preocupada disse :— Será que vamos chegar a tempo? Esse desvio pode ser longo...

O ônibus entrou em uma estrada secundária, e a mudança no terreno foi sentida por todos. A via era mais estreita e esburacada, e o balanço do veículo aumentou, deixando as meninas ainda mais tensas.

Depois de enfrentarem o desvio na estrada, as meninas começaram a relaxar, acreditando que o pior já havia passado. O motorista conseguiu retornar à rota original, e o ônibus seguia rumo a São Paulo, ainda que com algum atraso. No entanto, de repente, um barulho estranho vindo do motor interrompeu a tranquilidade.

Motorista anunciou pelo microfone, com um tom preocupado:  —Pessoal, parece que estamos com um problema no motor. Vou precisar encostar para verificar o que está acontecendo. Peço que todos permaneçam calmos.

Milla incrédula disse : —Não pode ser... Primeiro o pneu, a senhora passando mal, depois o desvio, agora isso?

Léia quase em pânico sussurrou: —A gente tá amaldiçoada! Não é possível! E se o ônibus quebrar de vez? Como vamos chegar a tempo?

O ônibus parou no acostamento, e o motorista saiu para verificar o motor. Lá dentro, as meninas se entreolhavam em silêncio, sentindo a tensão aumentar.

Léia disse com suspiros nervosos: —Eu só quero que esse ônibus volte a funcionar…

Depois de alguns minutos que pareceram horas, o motorista retornou ao ônibus, com uma expressão menos preocupada.E anunciou:

—Boa notícia, pessoal! Era um problema menor, mas vamos ter que rodar mais devagar até São Paulo. Infelizmente, isso pode nos atrasar um pouco mais, mas vamos chegar lá. Agradeço a paciência de todos.

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