Capítulo XIII

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Acordei inspirada, louca para começar meu dia, não estava mais angustiada como
costumava ficar, apesar de minha felicidade não estar plena, era um começo.Espreguicei-me
antes de ir para o chuveiro, foram poucas horas de sono que valeram a pena, tirei a camisa de
Cheryl e cheirei,aquele cheiro intenso me fez sentir coisas.Era uma manhã típica de inverno,
típica novaiorquina, frio, mas para mim era como se o sol brilhasse lá fora.
Ao sair do banho não tinha ideia do que vestir, acabei decidindo pelo básico, uma calça preta e uma blusinha de maga comprida também preta, para quebrar o gelo, coloquei uma jaqueta de couro vermelha.Caprichei na maquiagem,queria estar bonita, queria encontrar Cheryl no meu melhor momento.Fiz um rabo de cavalo, e pra finalizar meu look, coloquei argolas de prata, meu rosto não estava mais abatido, estava corada, com um brilho no olhar.
Ao atravessar o corredor, vi que Betty ainda dormia, ela pegou uns dias de folga,mais que merecidas. Depois de dois anos estagiando, foi efetivada e abriu mão dos dias de descanso que lhe foram dados. Foi um grande desafio conseguir convencê-la de que sim, ela precisava desses dias.
Entrei em seu quarto nas pontas dos pés,olhei seu rosto de porcelana, seu nariz estava com a ponta vermelha, indicando que havia chorado, tenho certeza que não foi pouco, meu coração se apertou só de pensar como está sofrendo. Beijo sua testa e vou rumo à cozinha.
Coloquei água na cafeteira, fiz um sanduíche de peito de peru, estava faminta.Esperei o café ficar pronto, numa impaciente dos infernos, estava ansiosa para ver minha Cheryl, deveria ter comprado café no caminho.
Chamei um táxi, nem ferrando iria pra Blossom de metrô, nada contra, até gosto, me dá tempo pra pensar, é o tempo que uso quando quero ler meus romances. Mas hoje não, não queria chegar à Blossom nem amassada e nem atrasada, já eram quase 08h00.
Retoquei o batom e segui para o elevador, enquanto esperava mandava uma mensagem para minha mãe, que já deveria estar surtando por estar sem noticias minhas, minha mãe quer que eu ligue todos os dias, e meu pai pergunta se eu esqueci que tenho uma família. É... Sou mesmo uma ingrata. Mas prometo que depois que esses tempos turbulentos passarem, vou passar mais um final de semana em casa.Assim que o elevador chega clico em enviar.
Passei pela portaria e cumprimentei Lucas, o filho do zelador que fazia bicos de porteiro,era um jovem arrojado e cheio de atitude, havia contado que fazia faculdade, e que trabalhava com eventos, foi muito engraçado sua abordagem. Da próxima vez que Tabi tiver um evento,vou pedir para dar uma forcinha a ele.
Assim que atravessei o portão, meu coração quase saiu pela boca, eu queria tanto aquilo, aquela visão com certeza será o ponto alto do meu dia, me peguei sorrindo quando notei que Cheryl estava em frente ao nosso prédio, encostada em seu carro.
Meus lábios ficaram secos, mas loucos de vontades de serem molhados por sua boca absurdamente perfeita. Fiquei paralisada, não sabia se corria para seus braços, ou se ficava feito uma estatua até ela tomar alguma atitude. Ela sorriu pra mim, meu coração virou liquido.
Corri para seus braços, aquele abraço tinha gosto de saudade, ela me apertou e beijou meus cabelos, suas mãos subiam e desciam por minhas costas, ergui meus pés e beijei sua boca, como senti falta daquela boca na minha, passei as mãos por seus cabelos macios, e logo depois toquei seu rosto bem, eu não tinha palavras, queria rir e chorar ao mesmo tempo. Meu coração acelerou quando ela sussurrou no meu ouvido.

- Desculpe, eu sinto muito fui tão estupi... – eu balancei a cabeça em negativa

- Não fala nada, só me beija.

Nos entregamos a um beijo apaixonado, cheio de desejo e saudade. Estava mais que claro
para mim, não poderia viver sem ela e nem ela sem mim, ela era parte de mim, parte do que
sou.Meu coração não fica inteiro sem ela, tenho certeza que nós nos completamos, sei que é
amor verdadeiro.
Antes de entrar no carro, dispensei o taxista desculpando-me, pagando a corrida até nosso
prédio. Entramos no carro,seguimos por um caminho desconhecido, estava feliz, queria que essa felicidade durasse por toda vida, mas sabia que teríamos uma barra grande a enfrentar, mas naquele momento não queria pensar em nada.Simplesmente não queria pensar, só queria viver aquele momento, o hoje era o que me importava, enquanto Cheryl dirigia eu acariciava sua nuca,fazendo-a estremecer.

Vampira CEO Histórias para pegar e não largar. Descubra agora