Capítulo 6

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Acordo completamente descansada, relaxada e pronta para aproveitar o dia de praia que vem a seguir.

Abro as cortinas do quarto em busca de deixar a luz do dia entrar.

Visto meu biquini e coloco na bolsa de praia uma toalha, um protetor solar, um livro e vou até a cozinha tomar café da manhã.

A mesa já está toda posta, e todos também 
já estavam arrumados para a praia, sentados à mesa.

– Bom dia! - digo a todos assim que me sento.

– Quais são os planos para hoje? - pergunto curiosa.

– Bom dia! - responde Donna, animada. – O intuito hoje é relaxar. Primeiro vamos à praia, beber, tomar um sol, ir ao mar e, quem sabe, até jogar um vôlei na areia.

– E quando voltarmos da praia, podemos ir em algum restaurante novo. - diz minha mãe.

– Adorei a ideia! - digo.

Sinto a empolgação crescer enquanto imagino em como iremos aproveitar e nos divertir hoje.

Enquanto saboreio o café de manhã, a conversa flui entre risadas e planos para o dia.

Depois de terminarmos o café, arrumamos as coisas e saímos de casa.

A cada passo, a animação crescia mais.

Assim que chegamos na praia, estendi minha toalha, e me deixei cair sobre a areia quente, deixando o sol queimar meu coração e a areia machucar meus sentimentos.

– Que dia lindo! – comentei, olhando para o céu azul.

Donna e minha mãe se deitaram na areia, enquanto eu passava o protetor solar, garantindo que não fosse queimada.

– Vou caminhar. - disse Travis.

Assim que terminei de passar o protetor, corri em direção ao mar.

O choque da água gelada e revigorante me despertou completamente.

Então apenas relaxei, deixando as ondas me levarem.

Ver a praia toda de dentro do mar era doideira.

As pessoas pareciam pequenininhas e as risadas e conversas da areia soavam distantes, enquanto eu flutuava.

A água cristalina refletia o céu, criando um espetáculo de cores que fazia com que eu me sentisse em um mundo mágico.

A sensação de nadar com o sol quente aquecendo minha pele, era simplesmente indescritível.

Decidi nadar um pouco mais longe, explorando a sensação de liberdade que o mar me trazia.

Sentia que cada vez mais que os problemas e preocupações diárias ficavam para trás, como se as ondas estivessem as levando embora.

Quando voltei para a areia, avistei minha mãe e Donna conversando com sorrisos contagiantes em seus rostos.

Então, andei até a direção delas.

– E aí, a água tá gelada? - pergunta Donna.

– Muito. - digo.

Sento na toalha que eu já havia estendido e sinto o sol escaldante queimar minha pele.

Após alguns minutos, Travis volta da caminhada e minha mãe diz:

– Agora que todos estão aqui, topam jogar um vôlei?

– Com certeza. - digo.

– Para relembrar os velhos tempos, eu e sua mãe iremos jogar juntas. - diz Donna.

Minha mãe e Donna eram incríveis no vôlei.
Elas já chegaram até a competir em acampamentos de verão.

Por alguns segundos, esqueci de que teria que jogar com Travis.

– Podem começar com a bola. - diz Travis, acabando totalmente com as nossas chances de ganhar o jogo.

A adrenalina começou a correr pelo meu corpo ao ver a bola voando em nossa direção.

Nem eu nem Travis éramos tão bons assim no vôlei.

Mas, de repente, Travis dá o passe perfeito para mim e eu marco um ponto.

Pulo eufórica e sinto a energia do momento invadir meu corpo.

Olho para o lado e vejo Travis sorrindo.

Sorrio de volta e então voltamos a jogar.

...

Como já era de se esperar, nossas mães ganharam o jogo.

Mas, apesar da derrota, o jogo foi super divertido e engraçado.

Decidimos dar um mergulho no mar para nos refrescar do calor.

Já eram mais ou menos três horas da tarde.

Então, decidimos lanchar em um restaurante de sushi clássico, mas, que eu nunca tinha ido.

Quando finalmente nos levantamos para ir, peguei minha toalha e olhei para o mar uma última vez, sentindo que aquele dia na praia seria um dos melhores do verão.

A ideia de um novo restaurante me deixava animada, e não via a hora de experimentar algo diferente.

Andamos por alguns minutos até chegar no restaurante.

Sentamos à mesa e imediatamente pegamos o cardápio.

Afinal, nós estávamos mortos de fome.

A variedade de sushis era tão grande que fico confusa em decidir qual devo pedir.

E como se tivesse lido a minha mente, Travis diz:

– Experimenta esse aqui. - fala apontando com o hashi.

As vezes me esqueço da maneira estranha pela qual Travis me conhece.

– É bom? - pergunto.

– É o melhor do restaurante!

Sigo o conselho dele, e peço o prato.

É tão estranho a forma pela qual nós estamos agindo como se nada tivesse acontecido.

Mas sinto que a culpa é minha.
Afinal, eu que adiei nossa conversa.
...

A medida que a noite vai avançando, a conversa entre todos flui de forma mais suave e descontraída.

– Meu Deus! Esse é o melhor sushi que já provei! - digo.

E de fato, esse era o melhor sushi que havia provado.

Que merda, não queria dar esse ponto a Travis.

– Sabia que você iria gostar. - ele diz e dá um sorriso.

Sabia que eu iria gostar?
Meu Deus.

Não consigo decidir se essa frase foi fofa, ou convencida.

Mas, de qualquer forma, ela se repetiu em minha mente diversas vezes.

E não só por ter sido dita. Também pela forma como ele disse e sorriu após dizer.

Era impressionante como ele ainda sorria do mesmo jeito de antes, aquele sorriso que iluminava seu rosto e contagiava todos ao seu redor.

...

Depois do jantar, enquanto voltávamos para casa, olhei para a praia, admirando a cor do céu enquanto o sol se punha.

A beleza da tarde refletia o que havia acontecido durante o dia: leveza, alegria e a certeza de que, por mais que a vida pudesse ser agitada, sempre haveria espaço para momentos especiais como aqueles.

Às vezes, eram os pequenos momentos que deixavam as maiores marcas, como aquele dia na praia, cercada de risos e a companhia das pessoas que amava

A tranquilidade do momento me envolvia, me fazendo perceber que por mais simples que seja a vida, ela pode ser cheia de beleza e significado.

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