Capítulo 25

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Não tinha planos para hoje, mas estava morrendo de vontade de assistir ao pôr do sol na praia mais tarde, coisa que não fazia há algum tempo.

Já tinha perguntado para minhas amigos, mas todas estavam ocupadas com outros compromissos.

Desci as escadas até a sala, tentando pensar no que eu poderia fazer.

Foi quando vi minha mãe, sentada no sofá, com o controle remoto na mão, rolando pelos canais sem muito interesse.

Ela parecia distraída, mas ao mesmo tempo, tranquila, como se estivesse apenas aproveitando aquele momento de calmaria.

– Oi, mãe. – falei, me aproximando.

– Tá procurando algo pra assistir?

Ela olhou para mim com um sorriso leve.

– Nada em especial, só passando o tempo.

– E você?

– Parece meio pensativa.

Sentei ao lado dela e dei de ombros.

– Tava pensando em ir ver o pôr do sol na praia, mais tarde.

– Sozinha? – minha mãe perguntou, franzindo levemente a testa.

– Acho que sim, ainda não encontrei ninguém para ir comigo. – respondi, tentando parecer mais decidida do que realmente estava.

Ela sorriu, aquele sorriso meio maternal, meio cúmplice.

– Ah, eu adoraria ir com você, filha. – disse, com sinceridade.

Por um instante, meu rosto se iluminou, mas logo ela completou:

– Mas eu e a Donna já combinamos de fazer um lanche com as meninas aqui em casa.

Tentei não demonstrar minha decepção.

Já estava me acostumando à ideia de ir sozinha, mas aí minha mãe soltou uma sugestão inesperada:

– Chama o Travis para ir com você.

Fiquei parada por um momento, processando o que ela tinha acabado de dizer.

– O Travis? – perguntei, surpresa.

Então, as confissões e admissões de ontem começaram a pairar sobre a minha cabeça.

Era como se tudo estivesse mais intenso agora, só de ouvir o nome dele.

Fiquei em silêncio por alguns segundos, perdida nos meus pensamentos, até minha mãe interromper:

– O que foi? – minha mãe perguntou, estreitando os olhos.

– Vocês se desentenderam mais uma vez?

Balancei a cabeça, meio apressada.

– Não, não é isso. – respondi, desviando o olhar.

– É só... complicado.

Ela me encarou por alguns segundos,
tentando decifrar o que eu estava pensando.

– Complicado como? – insistiu, cruzando os braços.

Suspirei, sem saber exatamente como explicar.

– É difícil de explicar. – murmurei, me levantando do sofá.

– Mas tudo bem, vou ligar pra ele.

– Boa garota. – minha mãe disse, dando um sorriso satisfeito.

Subi as escadas com o celular na mão, tentando reunir coragem para ligar para o Travis.

Begin Again | TayvisOnde histórias criam vida. Descubra agora