Capítulo 11

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Por mais que aquela voz fosse extremamente familiar, não conseguia reconhecer de quem ela era.

Me viro de costas e fico completamente surpresa com quem vejo.

– Não acredito! Abigail, quanto tempo. - digo e a puxo para um abraço apertado.

Abigail foi a primeira amiga que fiz em Miami.

A essa altura do campeonato, já a considerava como uma das minhas melhores amigas.

Nós passávamos todos os verões juntas
desde que éramos pequenininhas.

Ela morava aqui em Miami, então quase sempre estava por aqui.

Nossa! Como ela está diferente!

Seu cabelo ruivo e cacheado parece mais curto e mais claro, está mais alta e até mesmo mais magra.

– Você tava sumida! Nem imaginei que você fosse vir.

– Pois é!

– Desculpa não ter te avisado, perdi seu contato quando troquei de celular. - digo.

– Deixa eu te passar meu número.

– Coloca aqui. - digo a entregando o celular.

– Pronto. - diz Abigail me devolvendo o celular.

– A gente precisa colocar o papo em dia algum dia desses.

– Tem tempo hoje?

– Claro!

– O que acha de tomarmos um café numa cafeteria nova daqui?

– Adorei a ideia! Só vou pagar aqui e podemos ir!

– Te espero lá fora.

– Ok.

Era a maior loucura eu ter encontrado Abigail depois de tanto tempo.

A saudade que estava dela mal cabia no peito.

Saio do caixa com um pijama vermelho lindíssimo e super em conta.

Com certeza um dos melhores achados do dia.

Vou até o encontro de Abigail que está sentada em um banco.

Vê-la ali sentada, sorrindo ao me ver me trouxe lembranças incríveis de nos duas fazendo diversos planos para o verão.

– Pronta? - ela pergunta.

– Prontíssima! - digo com entusiasmo.

– A cafeteria fica pra cá. - ela diz e aponta para a sua direita.

– Vamos lá!

– O que você tem feito, Tay?

– Ah, nada de mais. Apenas escrevendo e saindo muito como sempre.

– Mas e você? O que tem feito?

– Nada de mais também. Só o que já fazia sempre. - ela diz e dá de ombros.

Por fim chegamos na cafeteria.

O lugar era fofo e aconchegante.

As paredes eram todas pintadas de verde água e as cadeiras e mesas eram brancas.

– Que lugar fofo! - exclamo.

– Não é?

Nós duas nos sentamos em uma mesa próxima ao balcão.

A cafeteria pareceria ter saído de um filme, com uma música suave tocando ao fundo e aquele cheiro de café se misturando ao cheiro de bolo e biscoitos.

Begin Again | TayvisOnde histórias criam vida. Descubra agora