Um passo á frente

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Já havia se passado 3 semanas após o meu casamento, hoje teremos um jantar com a família dele, seria mais práctico se fizéssemos o jantar antes do casamento, mas não , Henry decidiu fazer tudo da maneira dele.
Estou ansiosa, primeiro porque sei lá eu vou conhecer a família dele e mesmo que eu fale mil vezes que não me importo com o que vão pensar de mim, no fundo talvez eu me importe e segundo porque pode ser minha chance de fugir, eu não quero fugir , mas preciso fugir, talvez eu volte, mas eu preciso respirar nem que seja por um dia, preciso fugir daquele olhos de águia, isso é o efeito Henry, sempre me cercando, sempre perto de mim, ele sempre está á um passo de mim, me segurando antes que eu possa cair, antes mesmo de eu tropeçar ou mesmo pensar em tropeçar seus braços estão lá para me amparar.

-O que você está pensando ?
Estou sentada embaixo de uma árvore , bem atrás de casa quando aqueles cachos irropem minha visão , Henry cacheado é tão gostoso, na verdade é gostoso de qualquer jeito.

-Em como fugir de você.
Vejo -o passar os olhos nas minhas pernas , venho testando o temperamento dele, quero saber até que ponto é essa obsessão, nessa semana usei ás roupas mas curtas aceitáveis para mim só não sei para ele.
Mas pelos vistos subestimei ele, porque me deixa vestir do jeito que quero e quando o confrontei , ele me respondeu " Minha mulher usa o que quiser, meu problema é com o cara que te olhar de forma desrespeitosa".

- Sem chances.

-Ser uma esposa troféu é bom, mas não é justo que tenha que me manter sempre ao meu redor e até limita o número de pessoas com quem eu falo.

-Ammy.

-Não!
Eu vou á faculdade e volto com você na minha cola, quero ir no cinema você está lá, quero ir tomar sorvete você está lá, não posso ter amigas porque você está puto com o caso da Lola.
Mas eu não sei com quem você fala, não te controlo até esse ponto, pelo menos tem que ser recíproco , não acha?

-Se acalma e....

- Eu não quero me acalmar.
- Grito enfurecida e ele levanta ás mãos .

-Está bem.

-Me dê seu telefone.
Estendo minha mão .

Ele me olha hesitante, tenta falar mas parece ponderar e como se estivesse falando com criança diz" meu amor, meu  telefone tem muita coisa importante , você tem que entender que não se trata de confiança mas sim para te manter segura.

Eu não retruco porque se ele quer me tratar como uma criança que precisa de protecção ou uma mulher super frágil está bem, não vou surtar por ele querer cuidar de mim e dar uma de feminista.

Uma serviçal se aproxima nos tirando dessa bolha de tensão .

-Perdão, eu vim informar que a equipe de maquiagem já chegou.

- Diz pra eles voltarem, eu não vou usar porra nenhuma de maquiagem .
Digo desafiadora, encarando Henry, que está com suas mãos na cintura e não tira os olhos de mim.

-Faça o que ela disse.
Fico chocada e Henry percebe, como assim ele não vai surtar.
Apressada vou em direcção á casa, acho que alguém precisa se maquiar .

Os pais deles são uns amores, ainda bem que eu não tenho que impressionar minha sogra cozinhando e provar que sou uma boa mulher de casa, porque na verdade eu sou péssima nisso,  Henry é quem gosta de cozinhar, eu gosto de apreciar suas mãos em práticas quando ele está cozinhando , quando o mesmo dispensa os cozinheiros e decide colocar o avental por cima daquela roupa social e eu tenho que me conter para não soltar suspiros a cada movimento seu, os músculos dos seus braços flexionando na sua camisa, sua bunda dura quando se vira , ou aquelas mãos na massa ficaria melhor se ele me deixasse consumir vinho, eu ia degustar de um bom vinho contemplando á visão divina.

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