Despertar

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-Você vai me levar pra conhecer Itália?

-Sim amor.
Henry está sentado digitando algo em seu computador e aqueles malditos óculos , me deixam molhada, percorro meu olhar sobre o seu rosto, fixando nos seus lábios.

-Se continuar me olhando assim, vou te colocar dobrada nessa mesa e te foder até amanhã.

-Para de falar putaria, eu fico com vergonha.
Me encara como se fosse louca.

-Não vejo a hora de conhecer um casa de swing, um motel, e aqueles clubes de striptease, quem sabe eu até aprenda pole dance .

- Lamento cortar seu ânimo, mas você não vai pra uma casa de swing, nem por cima do meu cadáver.
- Não sei onde você aprendeu essas coisas.

- Não se preocupe, eu serei uma voyeur.

-Nos seus sonhos.

- Você é chato.

-E você louca, se acha que vou deixar você ver pau de outros homens e ficar num ambiente daqueles .
Não vai pra nenhum motel e não vai aprender nenhuma dança.

-E quem vai me impedir? Você está doido.
E eu não vou transar num motel, mas eu quero ver como é, você sabe eu sou curiosa, talvez a gente até vá num clube de BDSM.
Se olhar matasse eu estaria morta, decido mudar a abordagem.

- Amor, eu vou aprender pole dance e dançar só pra você, já imaginou .Para de me tratar como se eu nunca tivesse visto outros paus na vida, eu não sou criança?

-Você o quê?
Seu olhar se torna sombrio e me deixa arrepiada.

-Quer dizer eu já vi nos filmes, hee tchau.
E saio correndo do seu escritório.



-O que você estava assistindo?
A sua voz me assusta, nem vi quando entrou.
-Eu....
-Eu não te satisfaço direito?
-Eu não te como direito?
-O que porra se passa?

Me dá seu telefone....
Eu hesito e tento abrir a boca.
-Me dá seu telefone.
Ele  repete de forma mais brusca, acho que está no seu limite, eu entrego o telefone.

Quando o mesmo recebe, espero perplexidade da sua parte ou descrença, mas tudo que posso ver é como ele se mantém calmo.
Eu já disse? Eu amo como ele age, sempre calculista, frio, calmo, mas calmo de um jeito enigmático, como se tivesse á porra do controlo de tudo, como se eu não pudesse é mesmo se quisesse, mas eh não posso me preocupar mais com nada, eu até poderia ficar brava por ele sempre querer me defender e me proteger como se eu fosse indefesa demais para tal , não que eu seja, mas dessa vez, só dessa vês eu sinto que posso relaxar.

-Ladrão fodendo dona de casa á força.
O que é isso Ammy?

Eu...e..
Gaguejo e não consigo falar.

-Respira e limpe suas lágrimas.
Não adianta chorar Ammy, ainda não toquei em nenhum fio do seu cabelo.

-Você não gosta do jeito que eu te como?
-Gosto
-E?
Fala como se fosse pra eu terminar, mas me calo e se ela achar que sou uma estranha, com fetiches doentios.

-Eu estou esperando, não me faça perder á paciência amor.

Limpo as lágrimas com ás costas das minhas mãos e mordi o lábio inferior tremendo.

-Eu só gosto de imaginar.Sussurro

-Como?
Eu sei que ele ouviu mas só quer que eu repita.

-Eu gosto de imaginar.

-Eu gosto de imaginar.
-O quê? Paus de outros homens?
Ammy, eu vou surrar á sua bunda só pela falta de respeito , você teve coragem de olhar para o pau de outros homens e o quê se tocava imaginando neles.

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