— Amor!~~~
Cantou enquanto corria até o quarto separado de First. Passadas curtas, mas rápidas e ágeis. O mais velho vinha estudando freneticamente durante alguns meses; ele realmente estava empenhado com a faculdade, usando seus óculos de grau novamente. Horas e horas em frente a livros e computador lhe geravam uma dor de cabeça frequente.
Khaotung continuava no seu mesmo emprego, mas após algumas reclamações de seus pais, ele teve de procurar outro emprego, pois aquele não daria uma boa renda para sustentar uma casa. Seus pais, às vezes, eram carrancudos, mas nesse ponto estavam certos; como ele queria manter uma casa sem ajuda dos pais, trabalhando em uma pastelaria?
― Khao.
Foi atingido por um abraço repentino. First, agora derrotado em sua cadeira, com Khaotung em seus braços, porém sufocando-o com um abraço caloroso. First deixou um selar nos lábios do menor, a ponto de iniciar uma conversa.
― O que diabos te deixou tão alegre?
Soltou um riso anasalado. O mais novo respirou fundo, ajeitando o cabelo de First atrás de sua orelha. Aquilo era uma tremenda enrolação para o outro, que já tinha ansiedade atacada; agora teria de lidar com as gracinhas de Khaotung.
― Cara, eu liguei pros meus pais dizendo que tava morrendo de saudades; eles disseram que vão vir pra cá, tipo, do nada! Eu tô muito feliz; era uma surpresa, mas a mãe disse que eu sou tão chato que não te como guardar surpresas. Isso é incrível! Papai e mamãe vão te conhecer; ah, e a minha irmã também!
Falava acelerado, sem pausa alguma, como um trator demolindo um prédio antigo. First tinha os olhos estreitos; ele estava tão em choque quanto Khaotung. "Puta que pariu." As únicas palavras que rodavam na mente de First.
― Não é incrível, amor?!
Estasiado, sorria de orelha a orelha, enquanto segurava a manga da blusa de First.
― Bom.. é bem legal mesmo, mas, que horas eles vão chegar?
Pensativo e com um olhar vago, First tentava não se preocupar tanto.
― É para chegar hoje! Mas.. por que você não parece contente com isso?
Questionou ao perceber a possível preocupação que o mais velho trazia em seu olhar.
― Não é que eu não esteja feliz; só penso: e se eles não gostarem de mim?
Usou do mesmo tom melancólico de sempre para tratar do mesmo assunto; às vezes, isso fazia o sangue de Khaotung ferver, mas ele tinha a paciência de entender o lado do rapaz.
― 'Pufft', não seja bobo; meus pais já foram muito homofóbicos, mas isso passou. Ei, escuta, você não vai ser destratado pelos meus pais; você é capaz de encantar qualquer um.
Espremeu as bochechas de First com suas duas palmas e lhe deu um selar em sua testa. Khaotung ainda tinha o mesmo olhar brilhante e doce de sempre; isso era o conforto de First, era onde ele podia descansar e esquecer de seus problemas.
― Eu já te disse que você é a melhor coisa que já apareceu na minha vida?
Retirou a mão de Khao de sua bochecha e a beijou, liberando sorrisos bobos em suas faces, quais podiam fazer um diabético ter um ataque.
[ ... ]
― Que putaria! É você quem tá doente, e eu, quem tenho que ficar preso! Como caralho você conseguiu ficar doente logo depois de se curar do braço quebrado?!"
Resmungou o garoto com sua bolsa no ombro, cabelos bem escovados, uma blusa branca de botão longa e um short jeans largo.
― Que saco, Off!"
Bagunçou seus cabelos, guardando as chaves de casa.
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" Malandragem " [ Firstkhao ]
FanfictionUm playboy do interior de São Paulo resolve se mudar para o Rio de Janeiro como afronta a seus pais, só conhecendo um amigo lá. Sem trabalho fixo e com um cartão em suas mãos ele aluga um quarto compartilhado em um apartamento, e agora como o mimado...
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