A maioria das pessoas sabem que ídolos e outros artistas muitas vezes não são verdadeiros e precisam atuar conforme as vontades de seus supervisores o que acarreta no famoso fanservice entre membros de um mesmo grupo.
Artistas atuam, mas é possível...
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Eu sabia que não era só mais um recado quando vi o primeiro bilhete pendurado na maçaneta da porta do meu quarto. Reconheci sua caligrafia de imediato, as letras ligeiramente tortas, como se ele sempre estivesse escrevendo apressado, sem conseguir domar a empolgação.
"Para você, meu amor. Espero que aceite seguir as pistas."
Suspirei com um sorriso bobo nos lábios sem nem saber o que ele planejava. Enfim segui o caminho que ele tinha deixado preparado para mim.
A próxima pista estava presa no tronco da árvore em frente ao nosso café favorito. Era ali que costumávamos encontrar refúgio nas manhãs de folga, dividindo uma fatia de bolo e cochichando sobre as pessoas ao redor. No bilhete, ele tinha desenhado um pequeno coração ao lado de uma frase: "Lembra de nós aqui? Foi onde eu percebi que nunca mais queria te deixar."
Meu coração começou a vacilar.
Continuei a seguir as pistas, que me levaram a outros lugares cheios de nossas memórias: o cinema onde tínhamos visto nosso primeiro filme juntos, o parque onde caminhávamos sem rumo nas tardes de outono, todos os lugares onde parecíamos apenas dois amigos passando um tempo juntos, mas éramos, na verdade, o amor um do outro.
Por fim, cheguei ao último local, o estúdio dele na empresa. No centro, ele estava ali, rodeado por uma iluminação suave de velas dispostas no chão, criando um círculo ao seu redor. Suas mãos seguravam um envelope, e seus olhos estavam fixos nos meus assim que entrei na sala.
HongJoong: Eu sei que te magoei... – Ele começou, antes mesmo de eu ter chance de dizer qualquer coisa. Sua voz estava embargada, mas firme. – E sei que nada pode apagar isso. Mas quero, do fundo do meu coração, te pedir desculpas por ter sido tolo e por não ter enxergado a dor que causei.
Fiquei parado, lutando contra as emoções que se acumulavam no peito, e ele se aproximou, hesitante, entregando-me o envelope.
HongJoong: Escrevi tudo aqui, porque sei que sou péssimo com palavras quando estou nervoso. Só queria que soubesse que te amo e me arrependo da forma que as coisas desenrolaram.
Abri o envelope com as mãos trêmulas. Dentro, encontrei uma carta onde ele detalhava o que sentia, onde admitia suas falhas e expunha sua vulnerabilidade, do jeito que ele raramente fazia.
Quando terminei de ler, ergui os olhos e o vi ali, esperando, com uma ansiedade quase palpável.
SeongHwa: Amor... – Eu jamais poderia imaginar que ele faria algo do tipo para mim. – Eu te perdoo... – Sussurrei, sentindo o peso da mágoa se dissipar lentamente. – Você vai me fazer chorar. – Choraminguei levando a mão a frente da boca já sentindo meus olhos lacrimejarem.