Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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— Eu vou querer uma Brown Ale, por favor.
O barman olha para o meu irmão com o rosto torcido, e diz, com desprezo:
— Não temos isso aqui.
— Uma Porter, então.
O homem olha para o meu irmão como se ele estivesse tentando fazer uma piada sem graça.
— Talvez uma Stout? — insiste o meu irmão.
— Vamos querer duas Heineken, por favor — peço, tentando acalmar os ânimos.
O barman, com cara de poucos amigos, abre duas cervejas e desliza as garrafas pelo balcão antes de nos dar as costas, deixando claro que não somos os seus clientes favoritos.
Dominic pega a sua cerveja, bufando.
— Eles têm bebida holandesa, mas nada que agrade o paladar dos ingleses. Quanta hipocrisia. — Ele dá um gole na cerveja holandesa de má vontade.
— Você está em solo estadunidense, Dom, lembre-se disso — bebo um gole da minha cerveja.
— Eu deveria voltar para Londres, de onde eu nunca deveria ter saído; lá é meu lugar — reclama.
— Você pode fazer isso a qualquer momento, então, o que te impede? — questiono. — O que te fez sair de Londres, pra começo de conversa?
— Você, é claro.
— Eu?
— Eu não podia deixar você sozinho nesse país desconhecido.
Solto uma risada sarcástica.
— Eu sei me cuidar muito bem sozinho, maninho. Não podemos dizer o mesmo sobre você — provoco.
— O fato de eu viver a minha vida de uma forma menos monótona que a sua não quer dizer que sou irresponsável — argumenta.
Lanço um olhar sarcástico para o meu irmão, que apenas dá de ombros.
— Você não é feliz aqui? — pergunto.
— Sou — sua resposta é mais do que convicta. — Gosto do meu trabalho, gosto dos amigos que tenho aqui e, principalmente, gosto das mulheres dessa cidade — ele diz maliciosamente, o que me faz revirar os olhos —, mas sinto falta de casa. Dos nossos pais. Não aguento mais ver futebol americano na ESPN local.
Solto uma risadinha.
— Também sinto falta da vida que eu tinha lá — admito.
Ele me olha de canto de olho, o rosto mergulhado na baixa luminosidade do bar, enquanto uma música do Pink Floyd estoura nos alto-falantes, o que reforça a minha saudade de casa.