Sentimentos confusos, Capítulo 12

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Quinn parece não pesar nada em meus braços

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Quinn parece não pesar nada em meus braços. Levo-a até as arquibancadas e a coloco sentada em um dos bancos de madeira antes de me agachar na frente dela novamente, avaliando o seu tornozelo que está com um leve inchaço, com uma coloração vermelha, no lugar onde ela recebeu a pancada.

Envolvo sua canela delicadamente, observando a lesão, mas não parece ser nada grave. Mas percebo que ela fica tensa de repente, e pensando que talvez esteja sentindo dor, eu ergo o olhar para perguntar o que ela está sentindo, mas sou desarmado completamente com o que encontro no seu olhar. A tensão não parece ser causada pela dor, afinal, e sim por algo mais carnal e… lascivo. Talvez seja por causa da forma como os meus dedos roçam na sua pele, mas nunca imaginei que poderia causar algo como aquilo em uma pessoa apenas tocando em um ponto aparentemente inocente.

Quinn desvia o olhar rapidamente quando nossos olhares se encontram, mas é tarde demais; eu percebo os seus sentimentos, e sua tentativa de escondê-los de mim é falha, porque um tom de vermelho se espalha violentamente pelo seu pescoço, traindo-a.

Vejam só… parece que Quinn não me acha tão desprezível quanto diz. Não sei bem o porquê, mas isso me deixa mais do que satisfeito.

Eu poderia provocá-la, deixá-la mais vermelha que um tomate, fazê-la se enfurecer comigo como da primeira vez em que nos encontramos, mas não posso deixar o meu lado canalha falar mais alto quando temos uma necessidade clínica aqui.

— Parece que não é nada grave — digo com a mão ainda envolta da sua canela. — Um pouco de gelo deve resolver.

Ela apenas balança a cabeça, ainda sem me encarar nos olhos.

— Já volto — anuncio, antes de repousar o seu pé delicadamente no chão e me afastar dela.

Desço a arquibancada e vou até a lateral do campo, onde encontro alguns funcionários do clube. Volto novamente para onde Quinn está depois de poucos minutos, com um saquinho de gelo e fita adesiva. Acomodo-me ao seu lado, e ela me lança um olhar intrigado, observando atentamente minhas ações. Puxo as suas pernas para o meu colo, e depois coloco o saquinho de gelo sobre o inchaço no tornozelo esquerdo, antes de prendê-lo ali com o auxílio da fita adesiva.

— Isso vai ajudar a não ficar muito inchado mais tarde — informo.

Ela suspira, finalmente encontrando os meus olhos.

— Obrigada, Wes.

Wes. Ela me chamou de Wes. Claro que parece insignificante, e ela nem parece ter percebido que isso soou meio… carinhoso, mas eu estranhamente gostei disso.

— Não há de quê — digo.

Ficamos em silêncio. Suas pernas continuam sobre o meu colo, descansando confortavelmente, mas percebo que estamos evitando o olhar um do outro, o que é estranho. Quinn está olhando fixamente para uma partida de golfe que acontece do outro lado do clube, e eu a imito, mesmo sem nenhum interesse no esporte.

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