Quinn Hart não é o tipo de pessoa que perde o controle, mas isso não se aplica quando o seu vizinho de porta enigmático, Weston Wade, está na jogada.
Eles nunca se encontraram pessoalmente, mas as "atividades" barulhentas de Weston, principalmente...
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Percebo quase imediatamente que tem algo de errado com Weston. Ele apareceu na minha porta, pontualmente às sete e meia, como combinamos, para irmos até uma hamburgueria famosa na cidade, lugar do nosso terceiro e último encontro marcado pelo site de relacionamentos. À primeira vista, o meu vizinho parecia normal; estava vestido com jeans e camiseta preta que se agarra perfeitamente aos seus músculos, com a jaqueta jogada sobre o ombro. Ele sorriu, disse que eu estava bonita, e caminhamos em silêncio para o elevador. Não falou muito, não fez piadas, nem reparou no fato de eu estar usando uma blusa com o nome de uma banda britânica que, segundo ele, são as melhores.
Weston parece estar com a cabeça muito longe daqui. De vez em quando, vejo-o franzindo o cenho, como se estivesse em conflito com os próprios pensamentos. Acho que nem se dá conta de como um suspiro consternado escapa por entre os seus lábios a cada cinco minutos. Tenho certeza que o motivo do seu desânimo não sou eu, ele pareceu se divertir nos nossos últimos encontros, então fico preocupada… será que aconteceu alguma coisa com a Ann?
Tento dar um pouco de espaço para ele, mas quando chegamos perto da sua moto, não consigo me segurar.
— Ei… está tudo bem? — Toco o braço dele, e isso atrai a sua atenção.
— O quê?
Dou um sorriso amarelo. É óbvio que ele estava distante… de novo.
— Perguntei se você está bem.
Ele franze o cenho.
— Claro.
Olho para ele, cética.
— Não é o que parece — insisto. — Você parece um pouco distante, Weston. Parece querer estar em qualquer outro lugar, menos aqui comigo. Se você não quiser sair, podemos apenas pagar a multa de quebra de contrato e…
— Não é nada disso — ele me interrompe, passando a mão pelo cabelo escuro e parecendo frustrado. — Não tem nada a ver com você e tudo a ver comigo. Eu só… merda.
Fico apreensiva.
— Você quer conversar sobre isso? Pode confiar em mim.
Ele ergue o olhar para o meu, e eu não desvio o olhar, não hesito nem por um segundo. Estou sendo honesta, e creio que Weston percebe isso, pois abre um sorriso que, apesar de melancólico, exala agradecimento.
— Obrigado, Quinn, mas na verdade… estou morto de fome. Que tal irmos comer aquele hambúrguer, hum? — ele inclina a cabeça na direção da moto, com uma expressão convidativa.
É óbvio que está fugindo do assunto, mas não posso fazer muitas exigências; acho que não temos intimidade o suficiente para sermos um livro aberto um com o outro. Esse tipo de confiança leva tempo para se desenvolver.
— Eu adoraria — sorrio um pouco, pegando o capacete do carona. Agora sei como colocá-lo sozinha.
Weston se acomoda primeiro, depois de colocar o próprio capacete, e faz a moto ganhar vida com um ronco potente e completamente intimidador. Eu me sento logo depois, atrás dele, e passo os meus braços ao redor do seu corpo firme, sem cerimônia. Ele olha por cima do ombro com um daqueles sorrisos fáceis e pergunta: