O convite tinha sido inocente o suficiente, embora Daryl tivesse encontrado uma maneira de torná-lo um campo minado em sua cabeça. Jantar na casa dela. Nada extravagante, ela disse. Só eles, um pouco de espaguete enlatado e talvez uma bebida.
Ele quase disse não, mas o jeito que ela olhou para ele — sorrindo suave e facilmente, como se ela o quisesse ali mais do que qualquer outra pessoa — o fez murmurar: "Sim, tudo bem."
Agora, ele está sentado no sofá dela, ombros rígidos, sua besta apoiada desajeitadamente na porta. Ela cantarola na cozinha, batendo pratos. Ele se pergunta se é tarde demais para ir embora.
“Não fique muito quieto aí dentro”, ela grita, provocando. “Você vai assustar os móveis.”
Daryl solta uma risada pelo nariz. “Móveis não precisam que eu os deixe nervosos.”
Ela entra na sala, carregando duas tigelas desencontradas. "Tá brincando? Você é assustador. Uma ameaça real, Dixon." Ela lhe entrega uma tigela, sentando-se perto o suficiente para que sua coxa pressione contra a dele.
Daryl se mexe, apertando a tigela com mais força. "Não é o que as pessoas costumam dizer."
Ela lhe dá um olhar de soslaio, lábios se curvando. “O que eles dizem?”
Ele não responde, encarando o espaguete como se isso fosse salvá-lo. Ela se inclina, a pele nua do braço dela roçando a dele, e ele esquece como respirar.
“Você não está acostumado com isso, hein?” Seu tom é leve, mas seus olhos estão procurando.
Ele dá de ombros. “Não sei o que é ‘isso’.”
“Alguém flertando com você,” ela diz, direta como sempre, colocando sua tigela de lado. “Como é que isso parece, a propósito?”
Ele quase engasga. "Não é o que você está fazendo."
“É exatamente o que estou fazendo.”
Suas orelhas queimam, e ele luta contra a vontade de se levantar e disparar. “S/N—”
Ela o interrompe, inclinando-se para mais perto, sua voz caindo para algo mais suave. “Se eu não deixei abundantemente claro ultimamente: eu gosto de você. Muito.”
As palavras o atingiram com mais força do que qualquer walker jamais conseguiria. Ele engole em seco, olhando para ela, e então rapidamente desvia. "Não está certo."
"Por que não?"
“Eu estou… velho demais.” Ele se mexe novamente, olhando para qualquer lugar, menos para o rosto dela. “Você poderia fazer melhor.”
Sua risada é silenciosa, quase descrente. “Você realmente acha isso?”
Ele assente, sua mandíbula apertando. “Não precisa pensar nisso. É verdade.”
Ela inclina a cabeça, observando-o por um longo momento. Então, colocando a mão levemente no joelho dele, ela pergunta: "Quando foi a última vez que alguém lhe disse que você está errado?"
Ele fica tenso sob o toque dela, mas não se afasta. “Não está errado—”
“Daryl,” ela interrompe gentilmente. “Você tem toda essa ideia grande e distorcida na sua cabeça sobre o que você merece. E isso é besteira.”
Ele enrijece. “Não é—”
“Besteira,” ela diz novamente, mais firme dessa vez. “E eu vou provar isso.”
Ela se levanta, colocando sua tigela de lado, depois a dele, e se vira para encará-lo. Suas mãos estão nos quadris, seu olhar firme enquanto ela olha para ele. "Posso te perguntar uma coisa pessoal?"
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imagines Daryl Dixon
Fanficimagines do Personagem Daryl Dixon de the walking dead. * todos os imagines são do tumblr .
