· Twenty-four

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Fortaleza Impenetrável

· Andrew ·

Assito todos conversando sobre as estratégias de batalha, era engraçado ver os Pevensie e Meredith debatendo essas coisas, tipo, um bando de crianças tagarelando sobre guerra com um olhar pesado, mas ainda assim crianças.
Eu e Lu estavamos sentados na Mesa de Pedra escutando atentamente.

– Faremos o seguinte. — começou Pedro – iremos invadir. Eu, Rei Edmundo e Princesa Meredith vamos em grifos para essa torre, General Flora. — ele a olha por um instante. – liderará juntamente com o Comandante Quíron uma linha de frente por cá, nos portões principais.

Caspian ri.

– Não, não vamos fazer isso. — ironiza.

– Vamos sim. — o loiro ordena.

– O palácio de meu tio é uma fortaleza, é impenetrável. — fuzila Pedro com o olhar.

Meus olhos correm de um para o outro, afim de não perder nada, pareciam querer matar um ao outro no mesmo segundo mas Meredith se põe entre eles antes que tudo fique mais sério.

– Olhe os dois, vamos ser democráticos, quem vota no quê. Qual seu posicionamento, Comandante? — ela da um olhar para Quíron, um centauro, que pelo que entendi era nada mais nada menos que descendente da antiga mentora da minha prima.

– Alteza, eu morreria por minha pátria, se necessário, eu e meus companheiros vamos lutar com bravura, em nome do Leão. — diz firme, enquanto seus companheiros, outros centauros, seguram suas espadas com força.

Foi quase unânime.
Para mim é idiotice, talvez Pedro queira apenas provar seu poder, mas... Se tantos estão de acordo, pode dar certo.
Assisti todos porem suas armaduras, Amélie e Lúcia irão ficar aqui, guardando o Monte de Aslam, mas eu vou me juntar sim.
Mesmo que ninguém tenha me dado permissão.
Não vou ficar parado feito um tolo enquanto os outros se divertem e lutam, gosto de Nárnia, pelo menos das histórias e se é importante para Meri, Ed e especialmente para Lúcia, é porque vale apena.
Pego um elmo e um colete de armadura, meu canivete e meu estilingue a postos no cinto, que deveria ser para uma espada, mas dá para o gasto, quando Edmundo estava se atrelando nas garras do grifo, pulei nas costas do animal e me segurei nas penas... pelos? seja lá o que seja isso.

· Meredith ·
Enquanto isso...

Eu estava colocando minha antiga armadura, que graças a Aslam servia perfeitamente.
Sinto uma mão em meu ombro, Ed.

– Exatamente como eu me lembrava. — disse entre sorrisos, com seus olhos brilhando. – lembra da nossa primeira batalha?

– Melhor que nunca. — ri, lustrando minha espada enquanto Ed me abraçava pela cintura e apoia seu queixo em meu ombro.

– O que acha dessa história de Pedro e Flora?

– É difícil... Pedro quer parecer adulto, mas age como um adolescente. Ele têm direito disso, mas ao mesmo tempo ele deveria se pôr no lugar de Rei novamente e enfrentar tudo isso. Antes de tudo, ele é soberano.

Ele suspira, me apertando mais.

– Acho que estaria pior que ele. — murmura. – tenho certeza.

– Sendo bem sincera? Eu te mataria. — brinco. – tipo, se estivéssemos na exata situação e você quisesse jogar tudo para o alto por culpa minha, eu te esganaria. Sem pensar duas vezes.

O moreno ri.

– Sempre delicada.

– Edmundo, nosso dever aqui é com nosso povo, governamos por graça de Aslam, temos que honrar nosso papel...

– Seria fria assim? 1300 anos sem mim, Princesinha.

Faço uma careta de piada.

– Uhul, 1300 anos sem um reclamão do meu lado.

– Meredith! — ele ri alto e eu o acompanho. – estou falando sério.

– Bom... Ficaria devastada, como fiquei quando sumiram, mas não duraria para sempre, me reergueria, seguiria em frente... Sabe, vendo Flora agora... me sinto culpada. — murmuro.

Ed franziu o cenho.

– Pelo quê?

– Quando vocês sumiram, após a caçada, só ficou eu e Flora em Cair Paravel, além de Ivy e Violet, claro, nós cinco umas para às outras. Eu às abandonei. Pelo menos é assim que sinto.

Ele se põe a minha frente e segura meu rosto com as duas mãos.

– Estamos aqui novamente, vamos concertar às coisas, é isso que importa, princesinha.

Após isso caminhamos até o lado de fora e dois grifos nos pegaram pelos ombros com suas garras e sobrevoaram rápido até o palácio de Miraz, uma escuridão total, apenas a lua e algumas tochas iluminando a noite, quando chegamos a torre principal os grifos nos soltaram.
Andrew pulou das costas de um deles com meia armadura posta.

– Andy?! — sussurro alto.

The Silver Age [02]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora