· Twenty-two

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A General e o pequeno Fauno

· Pedro ·

Ok, eu definitivamente odeio Caspian...
Ele é apenas uma criança! Como raios acha que pode estar no comando de algo? Como ele pensa que pode estar no comando de um reino? Claro, eu tinha a idade dele quando assumi o trono, mas ainda assim, eu tinha o auxílio de Aslam, fui treinado por um tempinho antes de minha coroação... Como?
Bom, por ora...
Ele nos contava como os telmarinos assumiram, ou melhor; usurparam Nárnia até que chegamos a um salão gigantesco... Com... A Mesa de Pedra.
Lu correu e tocou as inscrições, eu estava estático observando, já não ouvia mais o que Caspian falava, observando o terrível monumento, não estive presente quando Aslam se sacrificou por meu irmão, mas tenho arrepios só de pensar, e, claro, uma honra e gratidão por isso, olho de soslaio para Edmundo.
Enfim, ergo meu olhar para frente, saindo de um corredor com uma tocha uma moça de cabelos loiros levemente cacheados...
Eu a reconheci, reconheceria em qualquer lugar ou época.
Flora. Minha Flora. Minha noiva.
Um nó se formou em minha garganta, cerrei os punhos e tentei ajeitar a camisa, eu estava suando? Estava apresentável? Eu estava nervoso. Meu coração estava em disparada.

– Bom dia, General. — o Príncipe disse acenando. – provavelmente vocês a conhecem... Essa é a General Flo...

– Flora! — disse sorrindo. – Pelo Leão... — murmuro.

Caminhei lentamente de início, deixando algumas lágrimas escaparem, mas não me segurei e corri até ela, abrindo os braços para a abraçar, ela parecia mais séria, mais velha, seus olhos mais caídos... Mesmo assim, linda.
De repente ela segura meus ombros, me impedindo de me aproximar, olho confuso em seus olhos.

– Como vai, Grande Rei Pedro? — fala friamente.

– É... Eu... — tento raciocinar. – vou bem, agora vou bem, eu acho... — franzi o cenho. – feliz em vê-la.

Ela concorda com a cabeça sem emoção alguma, eu estava envergonhado, o que aconteceu? Sinceramente... Ela nunca foi assim, sua postura estava imponente, seu olhar carregado.
Onde está a minha Flora? A que sempre sorria, a que buscava refúgio em mim quando tudo estava mal, a pessoa que eu abraçava quando estava estressado, a moça que eu passava horas cuidando e amando?
Claro... 1300 anos longe, não são 13 dias fora, são 1300 anos longe, tanto tempo... Eu a deixei, deixei Flora sozinha, o que foram meus 2 anos e meio longe comparados aos malditos 1300 anos?!
O pior, ela ainda era a mesma mulher que eu vi antes de sair de Cair Paravel, a mesma ninfa... E eu? Era só um garotinho. Um bebê comparado a ela, quantos anos ela tem agora? 2100?
Um garotinho corre até ela e a abraça por trás, um pequeno fauno.

– Quem é ele, mamãe? — o pequeno sussurra.

– O que? — a olho nos olhos novamente, visivelmente assustado.

Ela engole em seco e se abaixa até ele.

– Ele é um velho amigo meu. — Flora o pega no colo. – depois conversamos, Grande Rei Pedro.

Flora simplesmente vira as costas para mim.
Mãe?! Ela era casada?! Ela teve outro relacionamento depois de mim?! Claro, não posso a culpar, foram muitos anos longe, mas... Dói, dói muito.
Como uma faca rasgando minha pele.
Sinto como se tudo estivesse virando areia e escorrendo pelos meus dedos, é perturbador.
Um mundo perdido, eu sei, sei que ela precisava ssguir em frente, sei que é egoísta de minha parte, mas qual é o sentido de ser Rei sem ter minha rainha? Sem ter a minha amada.

· Susana ·

Vou até meu irmão e seguro o braço dele, olhando no fundo dos olhos dele, murmuro um "vai ficar tudo bem"
Todos perdemos alguma coisa durante nossa partida, mas ele mais que todos nós, ele era apegado a tudo isso, ele respirava e vivia Nárnia, muitos de nós na verdade... Lu especialmente, mas por algum motivo ela se adaptou e equilíbrou tudo em Nárnia, nessa nova Nárnia.
Nós não.
Eu, bem... Eu já estava convicta que nunca iríamos voltar, que tudo ficaria bem em Londres, me sentia bem com a nossa vida em nosso mundo, quase sem sentir necessidade de voltar.
Mas agora estávamos aqui e sabe Aslam quanto tempo vamos continuar em Nárnia, além do mais a cada instante vemos tudo ir de mal a pior, como uma bola de neve.
Olho para os outros e começamos a caminhar pelo quartel subterrâneo, era estranho ter tantas esculturas de nós por aí, quase como se fossemos um mito, talvez realmente fossemos uma lenda.
É quase assustador ter tantas esculturas dos nossos antigos "eus" desapontante não sermos mais tão gloriosos como costumávamos ser, pior ainda ver a feição de todos os suditos, parecem esperar algo de nós, os Bernard por outro lado, me parecem assustados com tudo.
Um pouco como nós em nossa primeira vez aqui.

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Notas da Autora

SÓ SOFRÊNCIA!!

cliquem na estrelinha, meus amores!!
beijos da Mariah!!

The Silver Age [02]Histórias para pegar e não largar. Descubra agora