Dia das bruxas

112 20 2
                                    

(1991, outubro, 31)

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

(1991, outubro, 31)

(Cela desconhecida, Azkaban)

As vezes, Regulus agradecia muito a sua mãe. A velha provavelmente já estaria morta, mas ele ainda agradeceria em frente ao seu túmulo quando saísse dali. Foi graças a sua insistência em deixá-lo trancado no porão, com pouca água e comida e sem nenhum contato humano por um longo período de tempo, que Regulus conseguiu sobreviver em Azkaban com quase nenhum efeito colateral. Bom, pelos menos físico. Pelo lado mental, ele poderia dizer com toda certeza de que estava a cada dia mais próximo de Bella do que de Cissa. Detalhe besta.

Mas agora não era o momento ideal para ficar nostálgico. Estava quase na hora e ele já conseguia sentir o véu entre os mundos ficar mais fino. Para um bruxo normal isso passaria despercebido, porém o momento mais sensível da roda do ano para um necromante com toda certeza era o Samhain. Era um momento particularmente...delicioso para as criaturas das trevas e Regulus não ficava de fora. Todos eles esperavam por isso, quando a época mais iluminada acabava e a mais sombria começava. Era época de poder, de malícia e de morte.

Infelizmente, todo esse conceito havia se perdido e agora era só uma festinha besta com decoração de morcegos de plástico e cabeças de abóboras.

Isso mudaria quando seu senhor assumisse o comando.

Uma coisa que poucos sabiam e menos ainda se protegiam era que, além da força extra que as trevas ganhavam e do afinamento do véu que separava o mundo dos mortos do mundo dos vivos, era uma ótimo época para possessão de corpos. E era isso que Regulus faria hoje.

Já havia sido tudo planejado durante o mês e ele tinha que admitir que a ideia não havia sido dele.

(1991, setembro, 27)

(Cela desconhecida, Azkaban)

Regulus estava parindo novamente. Seu corpo se partia de dor e seu filho se remexia dentro de si. Ele estava sofrendo, seu Chris estava morrendo dentro de si.

— Por favor, me ajude.— ele murmurou se encolhendo de dor.

— Liberte sua mente, Regulus Black.

Seus olhos se abriram. Ele ainda estava no mesmo lugar, encolhido contra as paredes de pedra da sua cela feita e úmida. Ele estava preso e seu filho havia sido roubado por aquele maldito velho. O rosto enrugado e cruel de Alvo Dumbledore estava constantemente em sua mente perturbada.

— Sim, lembre-se dele. Das rugas trazidas pela velhice, da barba longa e dos olhos brilhantes. Olhos que veem tudo, capacidade que seu filho não tem.

Regulus ofegou e se pressionou mais ainda contra a parede. Seu filho? Cego? Seu doce filho cego? Quem havia feito isso?

— Você nunca viu ele, não é mesmo? Os olhinhos verdes, o cabelo escuro, as covinhas nas bochechas macias.

Revivendo o passadoOnde histórias criam vida. Descubra agora