Onde Harry Potter está tão na merda que o melhor a se fazer é voltar ao passado e mudar tudo.
A escrita dos primeiros capítulos é ruim, mas depois melhora
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Depois disso, o tempo passou mais rápido do que Harry esperava.
A neve deu lugar as flores, o Lago Negro descongelou e logo todos já podiam se sentar do lado de fora sem correrem o risco de serem congelados.
O ano novo e a pascoa passaram tão rápido que parecia que em um dia Harry estava se vestindo de branco e no outro estava ganhando doces de todo mundo. Eles ainda eram novos demais para participarem do sabbat Ostara, mas não se importaram muito. A experiencia no Yule já havia sido o suficiente para todos.
O resto do ano passou sem muitos incidentes.
A coisa mais legal que aconteceu, pelo menos para Harry, foi quando o Ministro da Magia em pessoa apareceu em Hogwarts com um grupo de bruxos especializados em criaturas magicas e ordenou que Dumbledore lhe mostrasse em que lugar estava escondido o cão de três cabeças. Harry queria muito ter visto a cara do velho naquele momento, mas o pandemônio que se formou quando todos os alunos ficaram sabendo disso foi o suficiente para ele.
Dias depois, Draco contou que uma equipe de aurores havia aparecido nos terrenos da escola e levado Dumbledore para um interrogatório. O velho escapou por pouco de Azkaban, porém as centenas de berradores que o perseguia pelos corredores era uma boa punição.
Dafne havia descrito as cartas vermelhas como verdadeiras vingadoras. Aparentemente, alguém havia modificado o feitiço original para que elas se tornassem violentas e se multiplicassem toda vez que fosse destruídas.
Harry gostaria muito de saber que feitiço seu pai havia usado. Talvez ele pudesse lhe mostrar durante as férias?
É verdade, as férias!
Pela primeira vez na vida, Harry estava realmente empolgado para as férias de verão. Ele não iria para os Dursley, claro que não. Os goblins, aqueles seres maravilhosos e inteligentes, haviam conseguido uma custódia temporária para que ele ficasse com os Malfoy durante todo o verão. Tudo por fora do Ministério da Magia, afinal, ninguém queria Dumbledore metendo o nariz no lugar em que não havia sido chamado, mas, caso algo acontecesse, Harry teria papeis para mostrar a legalidade da situação.
Ele não passaria as férias somente voando pelo campo de quadribol dos Malfoy. Harry finalmente havia sido considerado saudável o suficiente para começar seu treinamento mágico e, com os acontecimentos do Yule, ele precisava urgentemente. Marcus Flint, o "rei" da Sonserina, já havia deixado claro que queria ele nas outras celebrações da roda do ano.
Harry também tinha uma pesada agenda de visitações durante o verão. Vampiros, fadas, veelas e por aí ia. Seria umas férias bem corridas.
No último dia de aula, enquanto retornava para os dormitórios desacompanhado pela primeira vez em muito tempo, Harry foi abordado pelo professor de Defesa Contra a Arte das Trevas.
— Senhor Potter! — o homem o havia guiado com uma mão em seu ombro até eles estarem afastados de outros alunos. — Eu queria falar com o senhor.
O professor Taylor parecia estar ofegante e cansado. Harry conseguia enxergar sua aura ficando cada vez mais fraca a medida em que os dias se passavam e agora era apenas algo cinzento e disforme. Ele também estava fedendo magia negra de uma maneira absurda, fazendo o garoto se questionar como Dumbledore não havia percebido que tinha algo de errado com um de seus professores. Talvez aqueles berradores realmente fossem boas distrações.
— Sim?
— Bom, é que... — o professor hesitou por um momento antes de colocar algo nas mãos de Harry. — É um presente. Para você.
— Por quê? — o menino perguntou, se sentindo especialmente confuso.
— Pode ser útil para sua jornada. Boa sorte!
Antes que Harry pudesse falar alguma coisa, ele sentiu o homem indo embora. Com o cenho franzido, o menino seguiu seu próprio caminho. Mais tarde, depois de arrumarem as malas, Dafne o ajudou a colocar o colar que havia ganhado. Era de prata envelhecida e possuía um pingente de cianita azul em formato de gota. Uma pedra associada a mediunidade, pelo que Pansy havia lhe dito.
No dia seguinte, enquanto seguia Draco pela plataforma lotada, Harry sentiu uma dor no peito.
— O que foi? — Draco perguntou ao vê-lo pressionar a mão no peito.
— Nada! — Harry balançou a cabeça, a dor já havia ido embora. Ele tinha certeza de que não deveria se preocupar.
Anos depois, os restos mortais de John Taylor seria achado em uma praia por um grupo de trouxas.
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Notas da autora
Terminei! Espero que tenham gostado da historia até aqui.Logo vou postar o primeiro capítulo da próxima.