Onde Harry Potter está tão na merda que o melhor a se fazer é voltar ao passado e mudar tudo.
A escrita dos primeiros capítulos é ruim, mas depois melhora
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(1991, dezembro, 20)
(Hogwarts)
Regulus observou do alto de uma das torres a saída de alguns professores. Não eram todos que ficavam durante o Yule. Na verdade, poucos ficavam.
A neve havia parado por um tempo indeterminado e a maioria das crianças haviam aproveitado a pausa para irem brincarem na neve.
O homem estremeceu. Estava frio mesmo com todas as camadas e todos os feitiços de aquecimento que ele havia colocado antes de sair de seus aposentos.
Habitar um corpo morto sempre traria um frio inacabável e um tremor na espinha.
De repente, uma risada calorosa penetrou em seus pensamentos sombrios e atraiu sua atenção.
Harry Potter com toda certeza era filho de um Black. O jeito malicioso, as falas de duplo sentido, a inteligência afiada.
Regulus havia tido um problema sério nos primeiros dias. Ele queria só sentar e passar o dia inteiro olhando para o seu filho. Admirar os cabelos escuros, a pele bronzeada, o sorriso nada gentil.
Infelizmente, seria muito estranho para um professor fazer isso, então ele via seu filho as vezes, mas isso teria que bastar. Afinal, para quem havia passado anos apenas imaginando como seria seu pequeno filho, vê-lo às vezes já era o suficiente.
Pelo menos por enquanto.
Regulus também não conseguia conter a raiva que queimava no interior do seu corpo morto toda vez que aqueles olhos esbranquiçados passavam por ele sem ver nada. Ele sentia vontade de queimar o mundo inteiro, vontade de matar quem havia feito aquilo com o seu pobre filho.
— Garoto intrigante, não é mesmo?— alguém falou ao seu lado fazendo Regulus se assustar e olhar para aquele morcego astuto que havia se aproximado sem ele perceber.
— Quem?— Ele perguntou, tentando se fazer de desentendido.
Severo sorriu parecendo achar graça da sua tentativa.
— Harry Potter, é claro!
— Ah, sim! Bastante intrigante.— ele concordou.
Ambos ficaram em silêncio por um instante, a tensão parecendo se estender entre os dois. De repente, Severus riu. Não daquele jeito malicioso que ele fazia toda vez que algum aluno lhe perguntava alguma besteira, mas sim de uma maneira um tanto quanto alegre. E um tanto quanto estranha para Severus Snape.
— Me lembra o pa... mãe, quero dizer.— Severus brincou.— Bom Yule, professor Taylor.
Regulus ficou parado enquanto o homem ia embora. Ele não poderia dizer que estava em choque, já era previsível que seu Severus descobriria isso mais cedo ou mais tarde.
Com um último olhar para o pequeno Black, ele foi embora da torre ignorando as dores persistentes em seu o interior. Ele teria que resolver todos seus problemas rapidamente, seu prazo estava se esgotando.