Onde Harry Potter está tão na merda que o melhor a se fazer é voltar ao passado e mudar tudo.
A escrita dos primeiros capítulos é ruim, mas depois melhora
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(1991, novembro, 02)
(Aposentos de Severus, Hogwarts)
Harry bateu na porta e quase que imediatamente foi atendido.
- O que aconteceu com você?- seu pai perguntou ajudando-o a entrar.- Sua testa está sangrando.
Harry tocou onde sua cabeça doía e sentiu algo quente sob os dedos.
- Fiz um cálculo errado e acabei batendo na parede na hora de virar no corredor.
- E as mãos?
- Esqueci que tinha um degrau.- Harry sorriu envergonhado.- Salem está um pouco bravo comigo e ainda se recusa a me guiar pelos lugares.
- Completamente compreensível, o coitado leva a culpa por tudo.- um líquido foi despejado e logo algo morno estava sendo pressionado nas mãos de Harry.- Beba, tem um pouco de poção para dor.
- Não vai curar meus machucados?- o garoto brincou sabendo muito bem a resposta.
- Você sabe o encantamento, pode se curar por conta própria.
Harry riu e tomou um gole de chá. Era de Romã, seu preferido. Ele ainda se lembrava da primeira vez que Severus havia feito para ele.
(1991, agosto, 03)
(Chalé Potter)
Harry ainda estava um pouco e tonto quando recebeu alta, mas os goblins haviam garantido que ele se sentiria assim por mais alguns dias.
- Cuidado com o degrau.- Snape o ajudou a entrar na casa.
- Não me sinto bem.- Harry murmurou sentindo as pernas começarem a falhar.- Quero sentar.
- Aqui.- o homem o ajudou a se sentar em algo macio.- Eu vou buscar um pouco de chá e suas poções.
Harry apenas assentiu e escutou os passos dele se afastaram. Onde ele estava sentado era bem macio. Seria uma poltrona? Ele passou a mão sentindo o tecido macio que o lembrava vagamente a veludo. De que cor seria? Verde, talvez?
Ele escutou o barulho da porcelana, as poções sendo delicadamente retiradas da caixa, o fogo acesso. Logo, o barulho de passos se aproximado denunciaram a volta do mestre de poções.
- Tome rápido suas poções e você poderá ter seu chá.
Harry sentiu o formato arredondado do frasco em sua mão. Estava gelado e o líquido em seu interior parecia borbulhar. Ele tomou em um gole tentando ignorar a mão que o ajudava. Tinha um gosto absolutamente horrível, mas ainda assim ele bebeu as outras duas.
- Aqui está o chá. Chá de romã.
A xícara estava quente em suas mãos e exalava um aroma adocicado. Harry tentou tomar um gole, mas um pouco de líquido escapou de sua boca. Ele queria morrer de vergonha enquanto Snape o limpava e dizia palavras tranquilizadoras. Terminar de beber o chá foi um pouco tenso, ele temia acabar derrubando tudo em si mesmo. O gosto era bom. Quente, doce e azedo. O chá parecia um momento normal em sua vida e ele gostava disso. Com esses pensamentos, Harry conseguiu finalizar a xícara e logo estava dormindo tranquilo.