Onde Harry Potter está tão na merda que o melhor a se fazer é voltar ao passado e mudar tudo.
A escrita dos primeiros capítulos é ruim, mas depois melhora
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(25 de dezembro de 1991)
Harry acordou quase as dez da manhã daquele dia, saltitante de felicidade e profundamente empolgado para abrir seus presentes.
...
Mentira.
Harry foi acordado antes do sol nascer e iria enfiar a mão na cara de Draco caso ele continuasse a infernizar seus ouvidos. Sim, ele já havia entendido que tinha presentes para abrir.
— Vamos, Harry! — Draco o incitou pela milésima vez. — Temos presentes para abrir!
— Draco, eu sou cego, não surdo. — ele resmungou, ainda sonolento e enrolado em um cobertor.
— Cadê sua empolgação?
— Na casa do car...
— PRESENTES! — Pansy anunciou ao entrar no quarto. — Vamos abrir juntos.
Harry gostava mais da ideia de sonserinos que ele tinha na cabeça anteriormente. Sérios, frios, chatos.
— Eu estou tão feliz.
— Pedi um colar para o meu pai.
— O que será que eu ganhei?
O garoto apenas escutou enquanto a barulho de papel rasgado chegava até ele. Harry não fez nenhum movimento para pegar os presentes que ele sabia estar no pé de sua cama.
— Harry, o que foi? — Dafne logo o notou e isso chamou a atenção de todos.
— Não vai abrir seus presentes? — Draco parecia profundamente ofendido pela ideia.
— Não tenho presentes. — Harry disse.
— Claro que tem! Olha ali no...ah é! — Vicent se interrompeu ao perceber o problema. — Calma ai, vou pegar para você.
Logo todos estavam ajudando a colocar seus presentes sobre a cama. Harry esperava ter ganhado um ou dois presentes, o de Dumbledore e outro de Thanatos, mas ele com certeza não esperava ficar com a cama cheia deles.
— Prontinho! — Draco lhe deu um tapinha na cabeça como se ele fosse um cachorrinho muito fofo. — Pode abrir agora.
Harry tateou até encontrar a embalagem que menos emanasse energia. Calhou em ser uma caixa pesada e com cheiro doce.
— Eu te ajudo, Harry! — Dafne ofereceu. O garoto sentiu a cama se afundar ao seu lado e a mão da menina tocar a sua. — É da senhora Malfoy!
— Por que minha mãe está te mandando presente? — o nome imediatamente atraiu a atenção de Draco. — Eu te menciono raramente em minhas cartas.
— Eu não sei. — Harry deu de ombros, desfazendo o laço do topo da caixa e tirando a tampa. O cheiro doce ficou mais forte. — É chocolate?
— Santo Merlin!
— Não posso acreditar nisso.
— Você ganhou as famosas trufas da senhora Malfoy. — Pansy exclamou maravilhada. — Eu só comi uma dessas em toda a minha vida e você ganhou uma caixa sem conhecê-la.
Harry não sabia nem o que dizer, apenas pegou um dos doces redondos e colocou na boca. Era como uma explosão de sabores. Era doce e amargo, fresco e quente. Tudo ao mesmo tempo.
Se ele soubesse que a senhora Malfoy fazia essas delícias, Harry teria dado um jeito de ser amigo de Draco na linha do tempo anterior sem pensar duas vezes.
— Nossa! — ele exclamou, respirando profundamente. — Acho que eu morri e fui para o céu.
Todos riram e concordaram com ele.
— A senhora Malfoy te escreveu um bilhete. — Dafne avisou. — "Querido Harry, espero que você tenha superado todo trauma de Gringotes."
— Que trauma de Gringotes? — Gregório perguntou.
— Na primeira vez que eu fui lá um tal de Hagrid me agarrou e ficou gritando no meu ouvido. Os pais de Draco me ajudaram.
— Eu não sabia disso.
Harry deu de ombros antes de falar para eles continuarem com os presentes. Ele havia ganhado alguns doces, penas e pergaminhos caros de seus amigos que pareciam muitos satisfeitos com os presentes que o garoto havia dado em troca.
— O que é isso? — Dafne exclamou enquanto abria um novo presente para Harry. — Que capa linda!
Mentalmente, Harry sorriu. Ele teria gostado muito de ver a cara de Dumbledore quando descobrisse que a capa da invisibilidade não estava em seus cofres, mas era um risco desnecessário e a Morte havia insistido para que ele seguisse com esse teatro.
— Me dê aqui. — Harry pegou o material frio em suas mãos, sentindo uma onda de magia familiar percorrendo seu corpo. — Quem enviou?
— Não está assinado, mas tem um bilhete. "Seu pai deixou está capa em minha posse antes de morrer. Está na hora de devolvê-la a você. Use-a bem."
— Isso me soa como roubo. — Draco exclamou. — Se é herança de família, por que não estava com você?
— Eu não sei! — Harry colocou a capa aberta sobre o colo. Isso automaticamente arrancou algumas exclamações bem criativas de seus amigos e ele teve que fazer muito esforço para fingir que não sabia o que estava acontecendo. — O que foi?
— Santo Merlin!
— Harry, é uma capa da invisibilidade.
— O que? Uma capa da invisibilidade? — ele perguntou. — Estou invisível?
— Bom, parcialmente. — Dafne o ajudou a se cobrir por inteiro. — Agora sim.
— Que maneiro! — Vicent parecia estar dando pulinhos de emoção. — Eu posso usar depois?
— Eu também quero!
— Eu sou o próximo!
Harry sorriu enquanto retirava a capa e deixava que seus novos amigos a usassem.
Mais tarde, na hora do almoço, eles desceram para fazer a refeição junto com o resto da escola e nem mesmo as perguntas inconvenientes de Dumbledore estragaram seu humor.
De noite, quando as velas já estavam apagadas e todos já estavam dormindo, Harry sentiu algo duro em seu travesseiro. Era uma caixa pequena e recoberta de veludo que emanava uma energia tão sinistra que não deixava dúvidas de quem era.
Harry sorriu, ele havia ganhado a aposta.
Para o seu primeiro natal em Hogwarts, aquele até que havia sido promissor.
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Notas da autora
O próximo capítulo já será o último, não quero colocar mais ação para o primeiro ano então será uma espécie de resumo rápido dos meses.