Onde Harry Potter está tão na merda que o melhor a se fazer é voltar ao passado e mudar tudo.
A escrita dos primeiros capítulos é ruim, mas depois melhora
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(1991, dezembro, 19)
(Comunal da Sonserina)
Uma das coisas que Harry achava mais fantástica nessa sua segunda chance eram seus amigos. Além da quantidade, a qualidade também era de um outro nível.
— Quer que eu descreva para você?— Dafne perguntou uma vez quando eles estavam sentados juntos na comunal.
Eles tinham esse hábito, era quase que um jogo dos dois. Harry escolheria um momento e pediria para Dafne descrever.
E ela descreveria com o máximo de detalhes possíveis e de uma forma tão bonita que deixaria até rebaixaria a fala pomposa de Draco.
— Quero.
— Tem poucas pessoas, a maioria saiu da escola. Eles formam grupos ao redor da lareira para beberem chocolate quente e darem risadas. Estão todos a procura de calor, de uma forma mais instintiva do que racional.— a menina começou a falar tranquilamente.— A comunal continua quase que a mesma, tirando o grande pinheiro em um dos cantos. Sente esse cheiro de limão? É ele, todo decorado por nós mesmos com lembranças e sonhos. A tora de Yule está queimando na lareira principal, nos protegendo dos espíritos travessos do inverno. É o lugar mais quente que temos aqui nas masmorras. Você consegue escutar o barulho? O fogo desfazendo a madeira até se tornar cinzas.
(1991, setembro, 01)
(Comunal da Sonserina)
Harry estava tranquilamente sentado nos degraus da escada quando uma aura apareceu do outro lado da sala. Já passava da meia noite e todos já haviam ido dormir, mas aparentemente alguém estava tendo o mesmo problema de insônia que Harry.
— Ei, Potter.— a voz de uma garota o chamou. Agora ela estava perto o suficiente para que ele conseguisse sentir um cheiro doce, não seu perfume, algo mais pessoal.— Sem sono?
— Lugar novo e tudo mais.— Harry deu de ombros.— Você é a Greengrass, certo?
Era um chute, mas, para sua sorte, não é como se tivesse muitas garotas no primeiro ano da Sonserina.
— Sim, eu sou, mas pode me chamar de Dafne.
— Então me chame de Harry.
A menina havia se sentado um degrau abaixo dele, perto o suficiente para que Harry conseguisse sentir seu calor corporal. Ele se sentia estranhamente frio perto dela.
— Deve ser horrível, não é?— ela voltou a falar após um momento de silêncio.
— O que?
— Não ver.
Harry se calou por um momento.
— Eu suponho que seja um privilégio não ver a feiúra do mundo.— ele respondeu deixando transparecer um pouco de sua amargura.
— Mas o mundo não é completamente feio. Existem coisas belas e fantásticas.
— Descreva-me então essas coisas belas e fantásticas.— ele zombou.
— Bom, tem a chama subjugando a madeira. O jeito que a luz da lua chega no fundo do lago, é prateado e reflete nas escamas de alguns dos sereianos. Alguém esqueceu um lenço em uma das poltronas, tem duas iniciais bordadas a mão. Dois lindos P feitos em linha verde. Eu me pergunto quem terá bordado.
— Talvez uma mãe que teria que ficar tanto tempo longe da filha que escolheu essa forma para representar seu amor.— Harry sugeriu se sentindo mais tranquilo.
— Ou uma irmã mais velha que não aguenta mais ter que emprestar seus lenços para a irmã mais nova que vive perdendo.
Eles ficaram em silêncio novamente, cada um perdido em seus próprios pensamentos.
— Podem existir muitas coisas belas no mundo, mas elas não superam toda a feiúra.
— Então teremos que simplesmente arrancá-la, não é mesmo?— Dafne perguntou.
Harry sorriu.
Sim, eles arrancariam.
(1991, dezembro, 19)
( Comunal da Sonserina)
— Flint continua com a namorada?— Harry perguntou se sentindo curioso.
— Sim.— Dafne respondeu após se mexer um pouco, provavelmente procurando pelo capitão de quadribol.— Mas não acho que ele já tenha contado a ela que eles namoram.
— Algo me diz que ele logo fará isso.— o menino se aconchegou no sofá esquentando suas mãos na caneca de chocolate quente.
— Ah, isso é bom.— Dafne já havia aprendido a confiar nas sugestões de Harry.
Ela deitou a cabeça contra o ombro dele e assim eles passaram o resto da tarde até Draco chegar reclamando da pilha de deveres que ele havia deixado para fazer no feriado.
O mundo seria mais bonito depois da interferência deles.
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Notas da autora
Esse capítulo é mais curto porque eu só queria abordar essa amizade bonita. É quase como se fosse uma pausa na história.