Ritual de Yule (part. 2)

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(1991, dezembro, 21)

(Lugar desconhecido)

— MÃEEEE!

Lady Magic suspirou sabendo que aquele grito só poderia significar duas coisas: ou o mundo estava acabando ou um de seus filhos havia tirado o dia para ser o mais dramático possível.

Ela sabia que o mundo não estava acabando, então só poderia ser o último.

— Sim, querida? — ela perguntou educadamente quando sua filha finalmente a achou. — Pensei que estaria apreciando as celebrações.

— Não me venha com esse tom de sonsa não! Que loucura é aquela que está acontecendo?

Magic franziu o cenho. Tinhas muitas loucuras acontecendo.

— Não me diga que seu irmão...

— Não! Quero dizer, ele não está fazendo nada.

A entidade ficou desacreditada.

— Então, o que foi?

— Aquele ceguinho de estimação da Morte.

Ah, sim! Esse assunto de novo.

Pela milésima vez.

Na semana.

— O que tem ele?

— Aquele cego desgraçado...

— Tome cuidado com o que fala, irmã!

Ótimo, agora tinha virado uma reunião de família. Quem era o próximo?

— Eu só falo a verdade, irmão. Ele é patético e não merece nem um pingo da nossa atenção, mas lá está ele guiando um ritual extremamente importante.

Às vezes, lady Magic se questionava no que ela estava pensando na hora que decidiu que era uma boa ideia ter filhos. Se eles pelo menos tivessem vindo da maneira tradicional, ela poderia dizer que era por prazer.

— Patético é você. — a Morte retalhou. — E é sobre isso que eu vim falar. Mãe, por que você colocou Harry para guiar o ritual? Que loucura é essa?

— Primeiro: eu quis. Segundo: eu posso. Terceiro: não devo resposta a nenhum de vocês. — ela comentou como quem não quer nada. — Vocês querem o quarto ou vão ir embora fazer o que estavam fazendo antes de decidirem que era um bom momento para atrapalhar meu dia?

— Credo, mãe!

— Que ignorância é essa?

— Deem o fora daqui!

— Isso não vai ficar assim, Morte!

— UM! — Magic começou a contar e logo seus dois filhos haviam sumido de vista. — O que foi, Destino? Veio questionar minhas escolhas também?

— Claro que não, mãe! — a outra entidade apareceu de detrás de uma das pilastras. — Eu vim parabenizá-la. Quando eu achava que esse jogo não poderia ficar mais legal, a senhora me faz isso.

A Lady revirou os olhos. Alguns de seus filhos eram sérios demais e outros engraçados além da conta. Ela merecia passar por isso? Não, não merecia!

— Vamos ter bastante diversão pelos próximos anos! — Destiny apareceu ao lado do irmão carregando uma pequena caixa. — Obrigado, mãe.

— O que é isso? — Magic perguntou ganhando em troca uma dupla de sorrisos bem suspeitos. — Pensei melhor, não quero saber. Só não destruam o mundo.

— Isso é opcional?

Ela nem se dignou a respondê-los enquanto fechava os olhos e voltava a prestar atenção nas festas que ocorriam ao redor de todo o mundo.

Revivendo o passadoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora