Capítulo XXIII

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Nota da autora: Espero do fundo do meu coração que vocês estejam gostando da história. (Obs.: é minha primeira vez escrevendo cenas de ação, então relevem se estiver ruim)

Dylan M.

  –D-dylan?—Eu ouvi uma voz muito conhecida por mim. Eu lentamente virei minha cabeça até a porta do quarto onde eu estava e vi...

O diabo…

...

  Meus olhos se arregalaram, senti o meu corpo ferver e meus punhos se fecharam. Eu estava ali, diante do homem que fodeu com o meu psicológico por dias que pareceram anos.

  –Dylan...?É você?—Sua voz era trêmula, todo o seu corpo tremia diante da minha nova pessoa. Ele deu um passo para frente e eu apontei a arma em sua direção, com minha mente implorando para que eu apertasse o gatilho e acabasse com aquilo agora mesmo.

–"Dylan, o que está acontecendo?"—Ouvi a voz do chefe, o meu pai, me chamando na escuta. Inferno!

  –Nós conversamos depois, Alessandro...—Eu disse, o chamando pela primeira vez pelo nome que eu havia lido naquele diário.

–Com quem...—Vince perguntou, com uma voz baixa e sôfrega, mas sua voz morreu ao acender a lâmpada do cômodo e me ver com aquela roupa.

  O símbolo da Bratva gravado no braço do meu uniforme, a cicatriz acima da minha sombrancelha e meus músculos, agora definidos. Seus olhos se iluminaram como na primeira vez em que nos olhamos, mas eu o olhei com ódio, curiosidade e desgosto.

  Aquele era o Vince que eu conheci?

  O corpo menos definido do que antes, seu pescoço enfaixado, um tubo enfiado em seu nariz e uma roupa típica de hospital.

  Mas, mesmo naquele estado ele sorriu para mim. O sorriso que eu mais odiava. O sorriso que ele me deu antes de me sequestrar, de quando ele me beijou e de quando eu fui um idiota.

  Ele andou lentamente até mim, como se estivesse usando todas as suas forças, e eu fiquei parado, com sua cabeça na minha mira.

  –Você...você voltou...Você voltou para mim?—Ele abriu um sorriso, seus olhos se enchendo de lágrimas. Seus braços instintivamente se estenderam para mim, como se eu fosse abraça-lo.

  –Não. Nem que eu estivesse ficando louco!—Eu disse em um tom autoritário, dando um passo a frente.

  –Dylan...por favor...Me perdoe.—Ele se aproximou, jogando seu corpo e caindo de joelhos na minha frente, com lágrimas descendo.—Por favor, Dylan. Eu te imploro, mas por favor, volte para mim, fique comigo.

  Eu o encarei confuso, aquele não era o Vince que eu conheci na empresa. Vince era arrogante, possessivo e com um ego inflado, não um homem que se jogava de joelhos e chorava pedindo perdão.

  –Por favor. Eu me arrependo de tudo o que eu fiz, eu admito, eu fui um idiota, babaca, insensível, maluco e um completo desgraçado filho da puta, mas por favor...—Ele começou a chorar, colocando suas mãos juntas na frente do rosto.—Eu juro pela minha vida, eu vou mudar, por você eu vou mudar, um prometo! Eu vou me redimir, por você, mas me perdoe...

  Ele chorava e soluçava, parecendo uma criança arrependida, segurando minhas panturrilhas e afundando seu rosto nas minhas coxas.

  Eu poderia sentir pena ou remorso ao ver ele naquela situação, mas a única coisa que eu sentia era raiva e satisfação em ver ele pagando pelos pecados.

  O encarei com desdém e o empurrei, lançando seu corpo contra o chão. Eu estava pouco me fodendo para o estado dele, eu vou descontar minha raiva.

  –Escuta só, seu filho da puta. O que você fez comigo não pode ser desfeito com um simples pedido de desculpas. Você fodeu o meu psicológico, meu corpo, minha mente e a minha vida!—Eu guardei a arma e me ajoelhei em cima do seu estômago, desferindo com soco em seu nariz e o fazendo sangrar.

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