VIII

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Verônica Baker point of view

Caio da cama, me acordando imediatamente.
Eu: Au!-exclamo, sentindo minha bunda dolorida no chão gelado.
Connie: Bom dia, flor do dia.-ela fala, sorrindo além do normal, com os olhos brilhando- Teve uma boa noite de sono? Me parecia um sonho bem molhadinho...
Eu: Cala a boca, Connie.-a repreendo, me levantando e procurando algo para vestir, irritada. Que porra de sonho foi essa?
Connie: Estava sonhando com o gatinho do carro maneiro?-ela pergunta, ignorando totalmente minha retaliação- Ou será que foi com um certo par de olhos verdes, um certo cabelo azul... com uma pegada muito gostosa?
Eu: Tá legal, ok? Eu sonhei com o Judd.-admito, batendo à porta do armário depois de escolher a roupa que usaria e a estendendo na cama- E daí? Sonhos não querem dizer nada.
Connie: Se não significou nada por que está tão irritada?-xeque-mate. Ela tinha vencido e sabia. Me olhava com um sorriso debochado de quem sabia.
Eu: Fiquei irritada que o Jake não me beijou de verdade ontem, deve ser isso.
Connie: Por que não admite que nem queria que fosse com ele? Judd está disponível, garota!
Eu: Sim, para todas as garotas da escola.-resmungo, revirando os olhos. Um dos motivos pela minha quedinha pelo Judd passar tinha sido exatamente essa: ele nunca ficaria com uma garota só. E eu muito menos seria só mais uma na listinha dele.
Connie: Tem certeza? Nos últimos dias ele ficou tão focado estudando que nem deu bola para outras garotas...-ela comenta, me olhando com malícia, me fazendo visualizar um flashback dos últimos dias. Realmente, tínhamos passado tanto tempo juntos e ele parecia tão mais centrado... nem o vi tentando arrastar alguma caloura desavisada para o banheiro abandonado da escola. Será que...? Não. Definitivamente não.
Eu: Pare de inventar teorias malucas, ok? Judd e eu nunca daríamos certo.-dito isso, ela suspira profundamente e some. Continuo me arrumando lentamente, tentando processar tudo que meu subconsciente havia inventado na noite passada. Sem deixar de sentir um calor a cada vez que lembrava do nosso beijo. Deixo de tomar café e decidi ir direto para a escola, eu estava ansiosa, sentia meu coração palpitar e sabia que precisava vê-lo o mais rápido possível, para saber o que sentiria de fato em sua frente.
***: Bom dia, princesa!-dou um salto e me viro, assustada, relaxando ao ver May, que se impressiona com a minha reação- Caramba, que que foi?
Eu: Tive um pesadelo, estou meio aérea hoje.-digo, voltando a atenção para o meu armário e separando meus cadernos.
May: Então pelo visto não dormiu com o Jake para ele te proteger dos pesadelos, ein?-ela provoca e eu a encaro, a fazendo perceber que estava falando sério- Ok, o que rolou?
Eu: Nos beijamos.-conto e ela dá pulinhos de alegria.
May: Eba! Finalmente vai perder esse cabaço!
Eu: Não.-nego e ela me olha, desanimada- Não teve nem mãos bobas, foi só... um beijo. Normal.
May: Hmm.. ele pode estar indo com calma. Talvez queira algo sério?
Eu: Talvez.-respondo, dando de ombros, enquanto circulava o olhar pelo corredor à procura do Judd.
May: O que foi, afinal? Está assim pelo Jake? Ou o pesadelo?
Eu: Pesadelo foi com o Judd.-falo e ela revira os olhos.
May: Fala sério, o que ele fez? Sugou seu sangue ou o que?
Eu: Pedi que ele me fodesse.-admito em um sussurro, o que a faz soltar um gritinho ainda mais animada que antes.
May: Verônica Baker sua safada!-ela exclama, me fazendo a olhar feio- Está em dúvida entre o crush bad boy da adolescência e o atual bonzinho, que clichê! É sua cara!
Eu: May, é sério, eu não sei bem o que estou sentind...
May: Tesão, minha filha, acorda!-ela fala, como se fosse óbvio- Eu nunca disse nada porque você o odiava, mas fala sério, o Judd é um gostoso.
Eu: Isso é sério?
May: Mas o Jake não fica muito pra trás não, aposto que mais cedo ou mais tarde ele vai te agarrar de verdade...-a interrompo, como se estivesse delirando. É sério que ela não via a problemática da situação?- A não ser que você queira o badboy gostoso.
Eu: May? Eu estou desesperada. Não posso sentir algo pelo Judd Birch. Ele é o garoto problema, lembra?
May: Ah, eu lembro mas... as pessoas mudam, né?
Connie: Minha mãe sempre dizia: bucetas boas mudam pintos melhores ainda... uma mulher muito sábia.-ela declara, aparecendo de surpresa com um lenço limpando as lágrimas emocionadas.
May: Relaxa, ok? Você é solteira e não precisa decidir nada agora. Só deixa rolar.-ela aconselha, dando de ombros.
Louis: Deixar rolar o que?-ele pergunta, se aproximando e ouvindo a conversa pela metade.
May: Vero teve um sonho erótico com Judd Birsch.-ela responde e eu a encaro, a repreendendo.
Louis: Ah, gatinha, de novo o garoto problema?-ele fala e dessa vez o encaro, como ele...?- Você lembra que éramos colegas no primeiro ano, né? Você babava pelo cara.
Eu: Era tão óbvio assim?
Louis&May: Era.
Eu: Ótimo.-ironizo, fechando a porta do armário com força.
May: De qualquer forma sinto pena pelo Jake, ele parece um cara legal.
Eu: Pena?
May: Claro, já vimos esse filme antes, a patricinha sempre escolhe o bad boy.
Louis: Olha, se eu fosse você não faria essa escolha tão rápido.-ele fala, encarando a entrada principal da escola e apontando com a cabeça, surpreendendo todos nós.
Eu: Quem é ela?-pergunto, me juntando a Louis para encarar o casal que acabara de entrar. Judd abraçado em uma garota baixinha curvilínea com cabelo black power e um piercing no umbigo.
May: Você não a conhece?-ela indaga e eu balanço a cabeça, negando- É a Cass, ela é nossa colega desde o ensino fundamental.
Louis: Meu Deus, Verônica!-ele exclama, rindo- Você realmente não vive no mesmo mundo que o resto de nós, né?
Não conseguia me importar com suas provocações, nada podia me distrair da cena que eu estava presenciando. Ali na minha frente, Judd Birch de braços dados com outra garota. Não sei o que me parecia pior: ele realmente não ter mudado nada e sempre estar atrás de uma garota, ou essa garota não ser eu. E Cass? Quem diabos era Cass?
Jake:Birch arrumou uma esquisitinha para ele, é isso?-ele pergunta, antes mesmo do bom dia.
May: Não fala assim, Cass é maneira.-ela diz, lhe dando uma cotovelada de leve.
Louis: Sim, ela sempre arranja uns cogus bons pra nós.-ele conta e eu ainda sem fazer ideia de quem era essa menina. Começo a perceber que na verdade não faço ideia de quem é muita gente da nossa sala, ainda mais do colégio, isso que eu era líder de turma e de vários clubes... será que eu sempre fui tão egocêntrica assim? Judd não estava errado quando me chamou de prepotente?- Mas, realmente, para estar com o Judd...
Jake: Está tudo bem, Verônica?-ele indaga, notando meu claro desconforto.
Eu: Sim, sim, eu só... preciso resolver uma coisa, falo com vocês depois.-me despeço, caminhando sem rumo pelos corredores da escola. Como fui tão tonta? Lógico que nada mudaria, ainda sou eu, ainda é o Judd, não temos nada a ver. Andando até minha respiração voltar ao normal, me sento nas arquibancadas vazias da pista de corrida, suspirando.
***: Vero?-viro com o chamado da voz doce e me surpreendo em ver Leah, a irmã do Judd que estava no primeiro ano do ensino médio-Posso te chamar assim, né?
Eu: Ah, claro! Leah, né? Irmã do Judd.
Leah: Isso! Você está bem? Parece nervosa.
Eu: N-não, só... noite ruim.-digo e ela balança a cabeça, sentando ao meu lado.
Leah: Entendo, também não estou legal, aceita?-ela oferece, tirando um baseado do bolso.
Eu: É, acho que sim.-aceito e dou um pega, sem pensar direito, tossindo muito logo em seguida.
Leah: Tudo bem, é normal.-ela diz, me estendendo uma garrafa d'água- Também ficava assim no início, desde a primeira vez que achei um desses nas coisas do meu irmão.
Eu: Isso aqui é do Judd?-pergunto, dando uma tragada ainda maior na segunda vez, só de raiva.
Leah: Sim.-ela diz, dando risada-Não conta para ele, por favor.
Eu: Jamais!-exclamo, rindo junto, sentindo meus pensamentos ficarem mais leves.
Leah: Mas o que rolou para você estar assim?
Eu: Estou com sentimentos meio confusos.
Leah: Sério?-ela pergunta e eu a encaro, confusa.
Eu: É tão difícil de acreditar que eu tenho sentimentos?- questiono, dando mais uma tragada.
Leah: Um pouco, na verdade.-ela admite, rindo fraco- Você parece tão perfeita em tudo o tempo todo... difícil acreditar em algo que te abale.
Eu: Está exagerando.
Leah: Tá brincando? Metade das garotas dessa escola sonham em ser você e a outra metade te detesta porque quer ser como você e não consegue.
Eu: Nossa mas exagerou MUITO agora!-exclamo, rindo do tamanho absurdo.
Leah: Verônica, fala sério, você é boa em tudo e ainda é fabulosamente rica. Sua vida é perfeita.
Eu: Acha mesmo isso?-questiono, ela era tão iludida...
Leah: Na verdade, acho que a grande maioria pensa isso.-ela admite, balançando os ombros. Ao levantar o olhar, Leah sorri com uma figura ruiva perdida no campo- Ei, Jesi!
Jesi: Quem eu?-a menina de rabo de cavalo ruivo pergunta, confusa. Aos poucos a reconheço, era a garota da festa, que pediu para dançar com o Judd, pelo seu tamanho deve ser colega de Nick e Andrew.
Leah: Claro, garota, vem cá!-ela confirma e a menina obedece, claramente timida- Vero, essa é a Jesi, melhor amiga do meu irmão Nick, ela estuda no outro prédio. Jesi, conhece a Verônica, né?
Jesi: Claro, você é bem popular...-ela conta, se sentando ao lado de Leah. Nick e os amigos ainda estavam no ensino fundamental, por isso estudavam em outro prédio da nossa escola, éramos separados pelas quadras que uniam a construção. Quase não víamos o pessoal mais novo, mas normalmente nos encontrávamos entre os corredores e pátio, não que ligássemos muito pra eles, mas enfim, sabem como é.
Eu: É um prazer, Jesi.-digo, estendendo a mão para cumprimenta-la, enquanto Leah apagava o baseado.
Jesi: O p-prazer é todo meu.-ela responde, dando uma deslizada no nervosismo e se sentando ao nosso lado- Estavam fumando? E matando aula?
Eu: É, péssimo exemplo, né?-falo, dando uma risadinha e ela logo nega, de prontidão.
Jesi: Não, não! Muito maneiro...
Leah: Juro que não fazemos com muita frequência.-ela conta, também rindo, e guardando suas coisas-E você, o que faz fora da aula?
Jesi: Estou meio estressada, precisava respirar ar puro.-ela desabafa, suspirando fundo.
Eu: Entendemos... está tudo bem?
Jesi: Está sim.-ela fala, concordando com a cabeça- É só minha mãe me pressionando com uma prova que está chegando..
Leah: Ah sim, eu entendo, minha mãe ficou ainda mais chata depois que o Judd começou a fazer monitoria. Achou que fez tão bem pro Judd que quer que todos tenhamos aulas de reforço também.-ela diz, me fazendo abrir um sorriso de orelha a orelha. Ela achava que eu era uma boa influência pro Judd?
Jesi: Espera, Judd está fazendo aulas de reforço?-ela pergunta, perplexa.
Leah: Dá pra acreditar?-ela indaga, rindo- A Verônica aqui tá sendo monitora dele.
Eu: Culpada.-admito, levantando as mãos e sorrindo. Jesi fecha a cara, mas não comenta sobre, e nem Leah pareceu perceber. Ah, se bem que ela queria dançar com o Judd, né? Será que tem mesmo uma quedinha por ele? Fala sério... Até ela?
Leah: Inclusive, Vero, você podia me dar umas dicas também, né? Queria melhorar meu currículo para as faculdades e tal...-ela fala, me olhando meio esperançosa.
Eu: Claro! Precisa de alguma matéria específica?
Leah: Queria mais dicas, clubes, o que vale a pena?
Eu: Nosso clube de debate é um clube supervalorizado, já tentou?
Leah: Não, faço teatro..
Eu: Isso é ótimo! Vai ser fácil ter desenvoltura para falar.-digo, sorrindo, e ela retribui, tão animada quanto eu-Nossos encontros são as quintas de tarde, aparece lá no auditório às 14.
Leah: Isso vai ser demais! Obrigada mesmo, Ani.-ela diz, batendo palminhas enquanto me levantava, sentindo a maconha bater com força, me tonteando.
Eu: Não por isso.-digo, me recompondo e colocando a bolsa no ombro-Estou indo nessa, até mais, meninas!
Jesi: Até.-nos despedimos e desço a escadaria, me concentrando para não cair, e me direcionando até minha sala de aula -que nesse estado parecia muito longe e com um caminho muito confuso.
***: Está perdida, princesinha?-sinto um frio percorrendo minha espinha, essa voz...
Eu: O que você quer, Judd?-retruco, dando meia volta e o encarando, tentando manter contato visual para que ele não desconfie de que estou totalmente chapada. E as custas dele.
Judd: Matando aula nos corredores... realmente não estou sendo uma boa influência para você.-ele ironiza, dando risadinha, mas me olhando estranho logo em seguida, como quem estivesse detectando algo errado.
Eu: Quem está matando aula é você!-exclamo, me sentindo uma boba logo depois, que droga de resposta foi essa?- Como sua representante de sala, você quem me deve respostas.
Judd: Pedi licença para a professora para ir ao banheiro...-ele responde, sem pestanejar, mas me analisando dos pés a cabeça- Você está estranha, o que aconteceu?
Eu: Não é da sua conta, Birch.-falo, virando as costas e me dirigindo à sala, mas não dou nem dois passos até ele segurar minha mão, me fazendo arrepiar inteira.
Connie: Ele está pegando na sua mão!-ela exclama, surgindo na mesma velocidade que as borboletas do meu estômago batiam as asas enlouquecidas.
Eu: Ei, me solte!-exijo, desejando mentalmente o completo oposto. Eu devia estar muito chapada mesmo.
Judd: O que você tem, Vero?-ele pergunta, realmente desconfiado e até... preocupado? O que deu nele? Nunca me chamava de Vero.
Eu: Por que não está pegando no pé da sua namoradinha, ein? Me esquece.-falo, me soltando e seguindo meu caminho.
Judd: Ah, então é isso?-ele fala, rindo. Uma risada implicante, que me incomoda tanto a ponto de me virar para ele, novamente, o encarando como se não tivesse entendido o deboche-Está com ciúmes da Cass, Baker?
Eu: Me erra, Judd. Quero que você se exploda.-dito isso, o deixo falando sozinho.

Judd Birch point of view

Verônica: Me erra, Judd. Quero que você se exploda.-ela esbraveja, finalmente me virando as costas e me deixando sozinho no corredor. Qual o problema dessa garota? Volto a caminhar em direção ao banheiro extremamente incomodado, mas não sabia ao certo com o que. Verônica estava claramente estranha, parecia desconcertada e até meio fora de si.. seria possível que fosse pela Cass e eu? Literalmente a vi se engolindo com aquele mauricinho ontem mesmo, e agora essa?
***: Eai, irmãozinho!-a voz irritante da minha irmã mais nova me tira dos meus pensamentos.
Eu: Qual foi, pirralha, tá matando aula?-indago e quando a olho sinto o maior orgulho possível: ela não estava só matando aula, como estava extremamente chapada- Tá chapada, caralho?
Leah: Que? N-não! Dá onde vo...-ela responde, enrolada. Leah até podia enganar muito bem os otários dos nossos pais, e até forçar um bom exemplo pro nosso irmão caçula, mas já tinha a visto chegar em casa bêbada, chapada e sabe se lá o que mais- Por favor, me perdoa, eu prometo nunca mais roubar sua maconha! Nem fumar ela com sua monitora, nem...
Eu: Espera, você o que?
Leah: Peguei um baseado da sua escrivanin...
Eu: Não, maluca, depois disso, você fumou com quem?
Leah: Com a Vero.-ela responde, com os olhos arregalados, talvez estivesse surpresa pela minha reação.
Eu: Porra, Leah! Você sabe que a patricinha nunca deve ter fumado maconha na vida, né?-falo, como se fosse óbvio.
Leah: Ah, ela aceitou de primeira quando eu ofereci... ficamos conversando e tal, foi bem legal.
Eu: Tá, vamos lá, nunca mais encoste na minha escrivaninha.-digo seriamente, a olhando nos olhos- E, segundo, fica longe da Verônica!
Leah: Agora somos amigas também!
Eu: Não quero saber, tá legal? E volta pra aula. Agora.-ordeno, dando meia volta e indo atrás da patricinha chapada. Agora tudo estava claro. Lógico que não era por mim e Cass.
Leah: Ei! Você não vai me dedurar para nossos pais, né?-nem respondo essa pergunta de tão estupida, lógico que não iria. Só queria ir atrás de Verônica. Quando avisto seus cabelos loiros esvoaçando enquanto ela parecia deslizar pelos corredores, corro para alcança-lá. Qualquer um que a visse saberia que não está normal, ela podia se ferrar muito.
Eu: Volte aqui, princesinha.-falo, a segurando pelo antebraço e a aproximando de mim, que não parece se incomodar.
Verônica: Ei! Judd! O que você quer?
Eu: Sei que você está muito chapada.-digo e ela me encara, assustada- Ainda por cima com a minha maconha, senhorita Baker?
Verônica: Sim, e daí? Vai me dedurar? Quer que eu pague pela maconha?-ela indaga, tentando não transparecer o quão preocupada estava. Garota estúpida.
Eu: Cala a boca, quero te ajudar, vem, vamos dar o fora.-falo, a guiando pelos corredores além da nossa sala, em direção a saída.
Verônica: Eu não vou matar mais aula com você!-ela protesta, tentando se soltar.
Eu: Daqui a pouco você vai ficar com uma fome bizarra e uma lentidão absurda, acha mesmo que ninguém vai reparar?-a questiono e ela abaixa o olhar, se dando por vencida. Touché.
Verônica: Tudo bem, para onde vamos?-ela pergunta, se aproveitando da minha baixa guarda para se soltar e.. deslizar a mão até a minha. Fazendo meu coração acelerar.
***: Ela está pegando na sua mão!
Maury: Agora faz ela pegar no seu pau!-meu monstro hormonal exclama, batendo palmas animados com uma criatura brilhante ao seu lado, uma borboletona que cintilava luzes roxas e emanava uma energia surreal.
***: Maury, olha o respeito! Isso é amor!-a borboleta de voz grossa dispara, parecia conhecer Maury muito bem, mas eu o jamais tinha visto antes.
Maury: Foi mal aí, Walter.-meu monstro hormonal se desculpa, parecendo até constrangido.
Eu: Walter? Quem caralhos é você?
Walter: Sou seu besouro do amor, monamour!

 Eu: Walter? Quem caralhos é você? Walter: Sou seu besouro do amor, monamour!

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pretty little problem | judd birchOnde histórias criam vida. Descubra agora