Hey guys
Como estão? Estou com algumas ideias para a próxima fic, mas como ainda não me organizei vou deixar para o próximo capítulo duas opções para escolherem, se puderem me ajudar ^^
Boa leitura e não esqueçam da estrelinha.
—————————————————————————————————————
Eu achava que, depois de tanto tempo, essa história já tinha sido enterrada ou no mínimo deixada de lado. Mas ali, parado na minha frente, estava ele.
Meu pai.
Não sei quanto tempo se passou desde que Becky me chamou e dei de cara com ele, mas pareceu uma eternidade. Meu corpo ficou rígido. O coração bateu forte no peito, e minha respiração falhou por um segundo. O olhar dele encontrou o meu, e vi algo que não esperava: hesitação.
Eu nunca pensei em como seria esse momento, mas perceber a incerteza dele parecia algo certo, algo que pudesse esperar de um encontro assim. Encará-lo de novo, depois de tantos anos era esquisito. Na verdade, se eu fosse até ele um dia, seria por escolha minha e não porque ele decidiu aparecer sem mais nem menos na porta, e ainda por cima em outro país. Mas ali, naquela sala, me sentia encurralada.
— Como...? — Minha voz saiu baixa, quase um sussurro.
Ele sorriu um pouco, como se estivesse aliviado por eu ter falado alguma coisa.
— Seus avós — o tom de voz grave e familiar me fez sentir algo estranho no peito — Eles me deram o novo endereço de vocês.
Cada palavra caiu sobre mim como uma pedra. Ele deu um passo à frente, e imediatamente meu corpo reagiu antes que eu pudesse pensar: recuei dois.
Eu não conseguia fazer mais nada. Não sabia o que dizer, como reagir. Minha mente gritava perguntas que eu não conseguia colocar para fora. Então, fiz a única coisa que parecia possível naquele momento: virei as costas e fui para o meu quarto.
Meu peito subia e descia rápido enquanto eu batia a porta atrás de mim. Minhas mãos tremiam um pouco, e minha cabeça girava. Me joguei na cama, tentando recuperar o fôlego.
Por que agora?
O que ele queria?
Eu apertei os olhos com força. Memórias vieram como uma enxurrada, atropelando meus pensamentos. O jeito como ele ria, as vezes em que me colocava nos ombros quando eu era criança, os momentos em que parecia um pai de verdade. Mas logo, as boas lembranças foram substituídas por aquelas que eu tentei esquecer. A última vez que ele saiu batendo a porta. O vazio deixado para trás. A ausência dele em cada momento importante da minha adolescência.
Meu peito apertou, e a dor de cabeça veio como um relâmpago. Respirei fundo, tentando me concentrar no presente, mas tudo parecia distante. Tentei todo tipo de técnica de respiração que conhecia, mas demorou um tempo considerável para diminuir minha pulsação.
Eu não sabia exatamente quanto tempo tinha se passado até ouvir a porta abrir. Meu corpo se enrijeceu por instinto, mas logo relaxei ao ver Becky.
Ela entrou devagar, fechando a porta atrás de si. O olhar dela era cauteloso, mas cheio de carinho. Sem dizer nada, abriu os braços, esperando por mim.
Eu não pensei duas vezes.
Fui até ela e me encaixei em seu abraço, escondendo o rosto no pescoço dela. Inspirei fundo, sentindo seu perfume familiar, me agarrando a qualquer coisa que pudesse me manter no presente.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Sunshine
FanfictionFreen achava que sua mudança para Londres seria apenas uma nova fase em sua vida, sem grandes reviravoltas, até que conheceu Becky. Gradualmente e à medida em que ficavam mais próximas, Freen começou a perceber que suas convicções sobre evitar criar...
