Voltei~
Gente, eu deveria ter postado antes, mas passei por um pequeno bloqueio criativo nele. Peço desculpas, fiz ele um pouco maior para compensar.
Esse é o penúltimo capítulo da fanfic, teremos mais dois, no caso o ultimo e um epílogo. Ainda não contei os votos, mas vou trazer o resultado no próximo capítulo, prometo.
Acho que já falei demais então boa leitura e ah! Não esqueçam da estrelinha!
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Um vento suave entrava pela janela aberta da sala, observei carregar consigo algumas folhas caídas na rua. Nossa casa em Bangkok sempre foi um refúgio tranquilo para mim, um espaço onde me sentia segura. Era curioso como aquela sensação de calmaria e paz conseguiu se impregnar nessas paredes novas. Acho que o fato de eu não esperar nada em específico, não me fez odiar a cidade e sim ser cativada por ela ainda mais.
O sofá macio sustentava meu corpo levemente inclinado, uma perna dobrada sobre a outra, enquanto minha mãe, Nun, sentava-se a uma distância confortável, de frente para mim.
Ela sempre teve uma presença serena, mas sua energia comunicativa era inegável. Como professora, tinha um talento natural para compreender os outros, e comigo não era diferente.
Minha mãe sempre enxergou além das palavras, captando sentimentos que eu nem sabia expressar. Eu dizia que ela tinha um super poder, um que eu não herdei, mas sempre me deixava fascinada.
— Como você está se sentindo com tudo isso, filha? — minha mãe perguntou, seu tom de voz gentil, mas firme. Ela segurava uma xícara de chá entre as mãos, esperando minha resposta com paciência.
Suspirei e desviei o olhar para a mesa de centro, onde um pequeno vaso com lírios brancos decorava o espaço. Sempre me senti exposta quando precisava falar sobre meus sentimentos, mas não precisava me esconder dela. Com minha mãe, nunca houve necessidade de máscaras.
— É estranho — eu admiti, hesitante. — Mas não é ruim. Quer dizer, me magoei muito com ele, e não vou fingir que tudo simplesmente sumiu... Mas, ao mesmo tempo, sei que, para deixar essa mágoa para trás, preciso encarar isso de frente.
Minha mãe me observava com um olhar acolhedor, sem pressa de intervir. Sempre que imaginei essa conversa com ele, não me via fazendo nada disso, às vezes me deixava levar pela raiva e pela tristeza, e me via dizendo coisas horríveis e brigando com ele por ter me abandonado.
Embora soubesse lá no fundo que isso não adiantaria de nada, nada poderia apagar o passado, e mesmo que doesse um pouco pensar naquela época, talvez se conseguisse perdoá-lo essa sensação passasse. Ou que pelo menos aquela ausência fosse embora, eu sentia falta dele.
— Ele estava realmente doente... E agora parece que está tentando se cuidar. Acho que todos merecem uma segunda chance, né? — Ergui os olhos para ela, como se buscasse confirmação.
Ela sorriu, os olhos brilhando de orgulho e ternura.
— Sim, meu amor. Todos merecem. — Respondeu, assentindo levemente. — Mas, ao mesmo tempo, você não tem obrigação de perdoar ou aceitar nada de uma vez. É um processo seu, e só você sabe o que está pronta para sentir.
Soltei um suspiro aliviado. Sempre foi assim com minha mãe: uma compreensão silenciosa, um apoio sem julgamentos.
Depois de alguns segundos, decidi inverter a pergunta. Eu precisava saber, já que os super poderes ficaram com ela.
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Sunshine
FanfictionFreen achava que sua mudança para Londres seria apenas uma nova fase em sua vida, sem grandes reviravoltas, até que conheceu Becky. Gradualmente e à medida em que ficavam mais próximas, Freen começou a perceber que suas convicções sobre evitar criar...
