29 - Confession

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Hello, como foi a virada de ano? Espero que bem! O meu foi bom, mas os dias seguintes nem tanto. Perdi minha avó e não tem sido um começo de ano fácil, mas a vida tem que seguir, certo?

Desculpem a demora, não acho que o capítulo está tão bom, mas me esforcei.

Não esqueçam da estrelinha e até semana que vem!

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A exaustão começou a pesar nos meus ombros. Embora eu não tenha participado do jogo, acho que a tensão misturada com a euforia deixaram meus músculos protestando.

— Machucou? — Nam perguntou depois de me ouvir resmungar pela segunda vez.

Becky tinha ido até a cozinha procurar outra caixinha de suco, eu permaneci onde estava sentada, com Nam como companhia.

— Não, acho que foi da tensão da final. — Respondi ajustando a postura na cadeira.

Nam sorriu.

— Ou talvez seja da idade — Ela provocou ao beber um gole de cerveja, um sorriso travesso estampado no rosto.

Eu estreitei os olhos, fingindo ofensa.

— Engraçado ouvir isso de alguém mais velha que eu — retruquei.

A risada de Becky ecoou pelo ambiente, ela apareceu com sua caixinha de suco na mão, mas não voltou a se acomodar no meu colo, desta vez puxou uma cadeira.

— Há. Há. Há. Muito engraçado, Sarocha — Nam abusou do sarcasmo, mas não conseguiu esconder o sorriso no canto dos lábios.

Becky voltou a rir enquanto se inclinava na cadeira, colocando o braço ao redor dos meus ombros.

— Você sabe que ela está certa — Disse, piscando para Nam, que revirou os olhos.

Depois de muitos brindes, brincadeiras, abraços e pulos inesperados na piscina, Becky finalmente sugeriu que fôssemos embora. A casa de Nam estava cheia, o ar carregado pela energia da vitória, mas tudo o que eu pensava agora era em dormir.

Enquanto mandava mensagem para minha mãe, explicando que não iria voltar para casa nessa noite, Becky se afastou para abraçar Kate e Nam em despedida. Quando voltou, entrelaçou os dedos nos meus enquanto andávamos para a porta de saída.

A noite lá fora estava fresca, e o som dos nossos passos ecoavam pela rua vazia. Entramos no carro e comecei a conduzi-lo, o silêncio permaneceu até chegamos no apartamento, mas não era desconfortável, vez ou outra sentia a mão de Becky cobrir a minha sobre o câmbio.

Era um gesto simples, mas fazia meu coração bater um pouco mais rápido.

Passamos pelo porteiro que nos cumprimentou à distância, no elevador trocamos alguns sorrisos pelo espelho que logo evoluiu para algumas caretas pela parte dela.

Andamos pelo curto corredor em meio a risadas, Becky abriu a porta e esperou que eu passasse para fechar. Me surpreendi ao sentir aquela estranha, porém boa, sensação de chegar em casa depois de uma longa viagem.

Fomos até a cozinha e bebemos um pouco de água antes de seguir para o quarto. Becky me entregou uma toalha e um pijama emprestado, informando que tomaria seu banho no quarto de hóspedes.

Depois de um banho rápido, coloquei o pijama de ursinho que ela separou com um sorriso no rosto. Voltei para o quarto e me joguei na cama sentindo um alívio imediato.

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