No século em que Min Yoongi - um escritor de sucesso - vive, é comum os mais diversos artistas procurarem inspiração em substâncias, muitas vezes, alucinógenas. Pertubado por um bloqueio criativo irremediável, o escritor se vê abalado. Em meio a sua...
olá, fadinhas!! adivinhem o que eu trouxe pra vocês? isso mesmo, capítulo novo, recém saído do forno!!!
estou um pouco inseguro, especialmente porque esse é um capítulo de transição, mas espero que vocês gostem porque foi sangue, suor e lágrimas (quase que literalmente). já estou trabalhando no capítulo 19 e meu objetivo é terminar ele ainda esse mês, mas como minha vida tá bem caótica, eu não posso prometer :( de qualquer forma, queria agradecer a todo mundo que continua acompanhando absinthe apesar da falta de atualização regular. estou trabalhando pra terminar a fic em breve, especialmente porque o plano é que absinthe seja lançado como livro físico no segundo semestre <3
a música é nada mais do que uma homenagem para a fic e uma descoberta de uma amiga minha. enfim, sem mais delongas, fiquem com o capítulo <3
ALERTA DE GATILHO: uso explícito de drogas, menção a injeções e agulhas. Não leia se não se sentir confortável.
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Caos.
A mente de Yoongi estava um caos. Mesmo a música suave de um piano ao fundo do bar, que deveria ser relaxante, parecia se perder em meio ao redemoinho de pensamentos desconexos que ocupavam sua cabeça.
O bar estava mergulhado em uma penumbra aquecida pelas lanternas a óleo, o que conferia ao ambiente um tom âmbar, sóbrio. Yoongi estava sentado em um canto discreto no andar superior, com o copo de uísque intocado diante dele. Seus dedos tamborilavam na mesa de madeira marcada pelo tempo, o olhar perdido em um ponto indefinido no ambiente.
Fazia alguns dias desde que conheceu Hyein, Lili e o orfanato, e tudo o que descobriu sobre a situação de outros mestiços e criaturas divinas consumia sua mente. A princípio, ele se recusou a acreditar e decidiu ficar em casa, tentando se dedicar à história que criava — seu prazo ficava cada vez menor e, agora com uma nova ideia em mente, Yoongi precisava se dedicar em dobro à escrita. No entanto, a voz de Tyra ressoava em sua cabeça incessantemente, misturando-se às lembranças de Jimin, o guiando por um mundo desconhecido e que, repentinamente, também era seu.
Como ele deveria acreditar que tudo o que Jimin havia o mostrado era mentira? Como era possível quando Jimin sempre foi tão genuíno, confidenciando até mesmo os maiores segredos?
Como Yoongi poderia acreditar que Jimin, por quem ele estava completamente apaixonado, era uma farsa, alguém que ele não reconhecia?
— Olha só quem o vento nos trouxe!
Sanghun caminhava em direção ao escritor com um sorriso ladino enquanto Hyeon, acompanhando o outro, ergueu rapidamente o queixo, num comprimento preguiçoso. Ambos sentaram-se em cada lado de Yoongi, pedindo suas bebidas logo em seguida.
— Yoongi-hyung, achei que estivesse morto. Você sumiu completamente!
— Estive ocupado... — o escritor murmurou, rodando o copo em sua mão. Ele não estava exatamente preparado para conversar, mas sabia que não conseguiria escapar tão cedo daqueles dois.