No século em que Min Yoongi - um escritor de sucesso - vive, é comum os mais diversos artistas procurarem inspiração em substâncias, muitas vezes, alucinógenas. Pertubado por um bloqueio criativo irremediável, o escritor se vê abalado. Em meio a sua...
Olha quem voltou rápido dessa vez lskjlkajd Sou eu!! Estou de férias e isso me permitiu focar quase que 100% na escrita (quem diria que descanso permite a mente ser mais criativa hein?). Estou escrevendo tanto nesse pouco tempo que nem consigo acreditar que passei tanto tempo sem isso. Enfim!! O capítulo 20 também está pronto porque precisava continuar com o mesmo sentimento que escrevi esse e vai sair na quarta, dia 19 em comemoração aos 4 anos de aniversário de Absinthe (vocês conseguem acreditar que já se passou tudo isso?) Espero que gostem <33
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Yoongi andava de um lado para o outro em seu quarto, inquieto.
Seu cabelo estava bagunçado, caindo em ondas sobre seu rosto, e, não importava quantas vezes os jogasse para trás, elas escorregavam de volta. As laterais de seus dedos estavam doloridas e sangravam um pouco, resultado dos incontáveis ataques às cutículas. Os lábios ressecados também mostravam sinais de maus tratos, avermelhados e feridos.
Havia alguns dias desde que Yoongi havia visto Jimin pela última vez, o que, para ele, não era exatamente o problema — contato diário não era uma necessidade que o escritor tinha, ainda que apreciasse a presença da fada. A verdadeira preocupação de Yoongi se resumia em duas coisas: o fato de que ele não tinha a menor ideia de como usar sua habilidade e, principalmente, de que não havia uma roupa adequada sequer em seu armário.
Yoongi não era, e nunca foi, um homem vaidoso.
É claro, ele tinha seus momentos, mas num geral, sua aparência era a última coisa que importava. Não à toa, seus cabelos estavam muito maiores do que era comum, a barba rala crescia em seu queixo e mandíbula, suas roupas viviam amassadas e sua postura o fazia parecer muito menor do que realmente era.
Naquele momento, no entanto, Yoongi tinha um motivo para querer se sentir bonito.
— O que eu faço? — ele se perguntou, jogando os fios ondulados que caíam sobre seus olhos para trás mais uma vez. Geom, que estava sentado sobre a cama, piscou lentamente e inclinou a cabeça para o lado. — Acho que nem você sabe como me ajudar, não é?
O gato miou antes de deitar, mantendo os olhos atentos no escritor.
Yoongi suspirou, sentando-se em frente à sua escrivaninha. Sua perna balançava inquieta e ele batucava a ponta dos dedos sobre a mesa de forma quase inconsciente, como uma tentativa de se livrar do caos instalado em sua mente. Ele olhou para as folhas de papel empilhadas no canto do móvel e retirou com cuidado o peso que as mantinha no lugar, procurando a caneta-tinteiro que guardava por ali.
Sem muito cuidado, Yoongi começou a listar tudo o que precisava fazer: