No século em que Min Yoongi - um escritor de sucesso - vive, é comum os mais diversos artistas procurarem inspiração em substâncias, muitas vezes, alucinógenas. Pertubado por um bloqueio criativo irremediável, o escritor se vê abalado. Em meio a sua...
Oi, fadinhas. Quem é vivo sempre aparece, né? sdjfhsdl
Uau, três meses desde o último capítulo. Nem acredito que fiquei todo esse tempo sem escrever. Estava louquinho de saudades :(
Minha vida virou de cabeça para baixo e escrever acabou ficando em último plano, então peço desculpas pela demora. Tentei cumprir minha promessa de postar esse capítulo em julho, mas eu realmente não estava muito bem e precisava de uma pausa para limpar minha cabeça e voltar 100%. Obrigado a todos que continuaram esperando e não desistiram de Absinthe <3
Ainda não posso prometer atualizações estáveis porque estabilidade é última coisa que estou tendo na minha vida recentemente, mas farei de tudo para não ter outra pausa de três meses sldfkjfkslj Enfim!! Espero que gostem do capítulo <3
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A luz do sol, que começava a nascer no horizonte, invadia timidamente as frestas das janelas entreabertas e iluminava a pequena escrivaninha em que Yoongi estava sentado, com dedos ágeis vagando pelas teclas de metal da máquina de escrever.
Ele mal havia dormido naquela noite — o que não era exatamente uma novidade —, a cabeça cheia de pensamentos que eram difíceis de entender ou controlar. Quando percebeu que não iria conseguir pregar os olhos, Yoongi se levantou, acendeu uma vela e começou a escrever.
Por algum tempo, ele pensou que as palavras que vomitava nas páginas em branco seriam algo sobre sua nova história — algo que rondava sua cabeça constantemente —, mas depois de alguns vários parágrafos, Yoongi percebeu que aquilo não era uma simples cena que ele poderia utilizar mais tarde em alguma parte do seu enredo, mas algo muito mais profundo. Uma voz no fundo de sua mente gritava para que ele parasse, que aquilo era uma grande perda de tempo e material, mas Yoongi não conseguia. Não naquele momento, não depois de entender o que estava acontecendo.
A escrita não era algo simples para ele. Nunca foi. Era como Yoongi conseguia se comunicar com um mundo que nunca pareceu entendê-lo, mas que ele também não conseguia entender. Ia muito além disso, era como Yoongi entendia o maior e mais confuso quebra-cabeça que já havia visto — ele mesmo.
Quando Yoongi escrevia, os pensamentos e sentimentos que pareciam estar em uma língua totalmente estrangeira começavam a tomar forma, clareando até que começassem a fazer sentido. As palavras que manchavam a folha de papel mostravam sentimentos confusos, mas que ele, agora, conseguia entender. O receio, a ansiedade, a paixão, a excitação, o pertencimento.
Era por isso que escrever era tão importante e desesperador para ele. Entender o que se passava em sua mente e coração não era fácil, mas a escrita era um meio que ele, de alguma forma, havia encontrado para lidar com tudo aquilo, traduzir as emoções caóticas em palavras simples e ainda assim tão complexas.
Yoongi estava totalmente imerso na melodia rítmica e quase que incessante das teclas metálicas, tudo ao seu redor parecendo desaparecer naquele som até que algo tirou a atenção do escritor da máquina de escrever em sua frente. Geom, que até aquele momento tirava um cochilo no colo de Yoongi, se moveu, lutando para sair do pequeno espaço em que estava. Foi então que o escritor notou as batidas na porta de seu quarto.