18 - Filho

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Acordei um pouco tarde. Olhei pela janela e a luz entrava pela abertura. O ar da tarde batia contra minha pele nua. Me levantei. Minhas costas doíam, minhas pernas estavam fracas, minha buceta ardia e eu sentia roxos por todo o corpo (mordidas, chupões e alguns tapas). Beliel havia me quebrado. Sentia suas mãos envolta do meu corpo, formando uma conchinha.

Me mexi levemente, tentando não acorda-lo quando ia levantar. Coloquei meus pés no chão e fiquei de pé. Senti minhas pernas doloridas. Suspirei. Então, fui puxada de volta para a cama. Beliel me agarrou.

— Ia me deixar? — brincou, manhoso — nunca achei que fossemos algo de apenas uma noite.

Revirei os olhos.

— Bom dia pra você também.

— Bom dia, meu amor.

Ele me deu um selinho.

— Não queria te acordar — falei.

— Não esquenta — sorriu. — me acordar pelada é quase como se fosse um presente.

— Vai se foder, vai — afrouxei seu aperto, me levantando em seguida.

— Uau — ergueu as sobrancelhas. — achei que nem conseguiria ficar de pé sem minha ajuda.

— Sua peça não é grande coisa assim, narcisista — menti.

— Então não vai se importar de ter uma rapidinha ainda de manhã, né? — se levantou também.

— Preciso banhar. Quem sabe depois, piroca de mel? — pisquei.

— Tá bom, xerecuda.

Rimos. Fui saindo do quarto em direção ao banheiro.

Assim que estava terminando, Beliel entrou no banheiro.

— O que foi? — perguntei.

— Só te olhando — sorriu. — tenho que escolher o lugar que vou tatuar, não?

— Merda — resmunguei. — tinha me esquecido disso.

Virei para pegar o shampoo. Beliel apareceu próximo a mim, entrando debaixo do chuveiro. Suas mãos tocaram minha cintura e me puxaram para perto.

— Talvez um B no seu pescoço fique legal — murmurou, tocando o lugar mencionado.

— Não era sério aquela aposta — empurrei sua mão.

— Mas seria sério caso você tivesse ganhado.

— É claro — dei um riso fraco.

— Mas se preferir, posso escrever o nome todo pra ficar mais... Aesthetic?

— Isso seria tudo menos "aesthetic" — rimos.

Seus lábios vieram até os meus e deram um selinho. Terminamos o banho juntos. Assim que vestimos roupa, ele voltou a falar:

— O que quer comer?

— O que tem pra comer?

— O que você quiser, amor. — me puxou pelo braço. — é só você pedir e aparece.

Sorri.

— É?

— É.

— Bom, talvez... — mordi o lábio inferior, pensando. — panquecas?

— Como você quiser.

— Ótimo — ergui as sobrancelhas. — cadê as panquecas?

— Na mesa. Ou prefere comer na cama?

𝕾𝖆𝖙â𝖓𝖎𝖈𝖔 - 𝕯𝖆𝖗𝖐 𝕽𝖔𝖒𝖆𝖓𝖈𝖊 (+18)Onde histórias criam vida. Descubra agora