Acordei um pouco tarde. Olhei pela janela e a luz entrava pela abertura. O ar da tarde batia contra minha pele nua. Me levantei. Minhas costas doíam, minhas pernas estavam fracas, minha buceta ardia e eu sentia roxos por todo o corpo (mordidas, chupões e alguns tapas). Beliel havia me quebrado. Sentia suas mãos envolta do meu corpo, formando uma conchinha.
Me mexi levemente, tentando não acorda-lo quando ia levantar. Coloquei meus pés no chão e fiquei de pé. Senti minhas pernas doloridas. Suspirei. Então, fui puxada de volta para a cama. Beliel me agarrou.
— Ia me deixar? — brincou, manhoso — nunca achei que fossemos algo de apenas uma noite.
Revirei os olhos.
— Bom dia pra você também.
— Bom dia, meu amor.
Ele me deu um selinho.
— Não queria te acordar — falei.
— Não esquenta — sorriu. — me acordar pelada é quase como se fosse um presente.
— Vai se foder, vai — afrouxei seu aperto, me levantando em seguida.
— Uau — ergueu as sobrancelhas. — achei que nem conseguiria ficar de pé sem minha ajuda.
— Sua peça não é grande coisa assim, narcisista — menti.
— Então não vai se importar de ter uma rapidinha ainda de manhã, né? — se levantou também.
— Preciso banhar. Quem sabe depois, piroca de mel? — pisquei.
— Tá bom, xerecuda.
Rimos. Fui saindo do quarto em direção ao banheiro.
Assim que estava terminando, Beliel entrou no banheiro.
— O que foi? — perguntei.
— Só te olhando — sorriu. — tenho que escolher o lugar que vou tatuar, não?
— Merda — resmunguei. — tinha me esquecido disso.
Virei para pegar o shampoo. Beliel apareceu próximo a mim, entrando debaixo do chuveiro. Suas mãos tocaram minha cintura e me puxaram para perto.
— Talvez um B no seu pescoço fique legal — murmurou, tocando o lugar mencionado.
— Não era sério aquela aposta — empurrei sua mão.
— Mas seria sério caso você tivesse ganhado.
— É claro — dei um riso fraco.
— Mas se preferir, posso escrever o nome todo pra ficar mais... Aesthetic?
— Isso seria tudo menos "aesthetic" — rimos.
Seus lábios vieram até os meus e deram um selinho. Terminamos o banho juntos. Assim que vestimos roupa, ele voltou a falar:
— O que quer comer?
— O que tem pra comer?
— O que você quiser, amor. — me puxou pelo braço. — é só você pedir e aparece.
Sorri.
— É?
— É.
— Bom, talvez... — mordi o lábio inferior, pensando. — panquecas?
— Como você quiser.
— Ótimo — ergui as sobrancelhas. — cadê as panquecas?
— Na mesa. Ou prefere comer na cama?
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𝕾𝖆𝖙â𝖓𝖎𝖈𝖔 - 𝕯𝖆𝖗𝖐 𝕽𝖔𝖒𝖆𝖓𝖈𝖊 (+18)
HorrorEm uma casa próxima a uma floresta, uma sequência de assassinatos começam a acontecer. Em pouco tempo, se descobre um estranho, Beliel, escondido sobre a escuridão entre árvores. Com pentagramas, sangue e um olhar sádico, ali se desenvolve uma paixã...
