Lutas inesperadas

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Flora estava em casa, cuidando de seu filho recém-nascido, Will, enquanto sua parceira, Leah, estava sentada no sofá, lendo um livro. Era um dia tranquilo, com o sol brilhando através das janelas e o som do bebê chorando ocasionalmente.

De repente, a campainha da porta tocou. Flora se levantou para atender, pelo olho mágico, percebeu ser sua mãe, que havia prometido nunca mais se aproximar dela. Mas Flora sabia que ela não era uma pessoa que respeitava as promessas.

Quando Flora abriu a porta, a mulher entrou sem cumprimentar, com um olhar de desdém no rosto. "Olá, filho", disse ela, usando o termo masculino para se referir a Flora.

Flora sentiu um arrepio. Ela odiava quando sua genitora a chamava de "filho". Ela sabia que ela nunca havia aceitado sua mudança de gênero e que sempre a havia rejeitado.

"Mãe, o que você quer?", perguntou Flora, tentando manter a calma.

Sua mãe olhou para ela com um olhar suplicante. "Seu pai está morrendo e por egoísmo seu", disse ela. "Ele quer ver você antes de morrer, mesmo eu o dizendo que você deveria conviver com a culpa te remoendo."

Flora sentiu um choque. Ela não sabia que seu pai estava tão doente, senão, talvez ela tivesse doado mesmo seu fígado. Mas ela também sabia que não podia simplesmente ir até ele e fingir que tudo estava bem, quando não estava.

"Eu não posso ir", disse Flora. "Eu não posso simplesmente esquecer tudo o que vocês fizeram comigo."

Sua mãe olhou para ela com raiva. "Você é um ingrato", disse ela. "Seu pai sempre fez o melhor por você e agora você não está disposto a ajudá-lo a morrer em paz? Seu garoto egoista e idiota!"

Flora sentiu a raiva subir. "Você não entende nada", disse ela. "Você nunca entendeu nada sobre mim."

Sua mãe olhou para o bebê, que estava dormindo nos braços de Leah. "E esse... coisa?", disse ela. "Você acha que isso é um filho? Você acha que isso é uma vida? Ouça com muita atenção, Mattheo, você é uma anormalidade da natureza e seu filho vai ser como você, então trate de consertar essa merda que você chama de transição sexual e haja como pai, aja como homem, ou então mato essa criança para não ter o desgosto de ficar como você!"

Flora sentiu a raiva explodir dentro dela. Com um grito de raiva, ela agarrou sua mãe pelo braço e a empurrou para fora da casa.

"Saia daqui!", gritou Flora. "Nunca mais volte! Você não é bem-vinda aqui!"

Sua mãe caiu no chão, olhando para Flora com ódio. "Você vai se arrepender disso, Mattheo! Escreva minhas palavras, seu mergulha.", disse ela, antes de se levantar e sair.

Flora fechou a porta e se apoiou nela, tentando recuperar o fôlego. Leah se aproximou dela e a abraçou, passando Will para os braços da negra.

"Eu estou aqui para você", disse Leah. "Nunca mais vamos deixar que ela nos faça mal, ela nunca chegará perto de Will."

Flora sorriu, sentindo-se grata por ter Leah em sua vida. Ela sabia que nunca mais precisaria enfrentar a opressão de ninguém com ela a seu lado.

Flora se sentou no sofá, com seu filho Will nos braços, e começou a acariciar sua cabeça macia. Ela sentia uma onda de amor e gratidão ao olhar para o rosto inocente de seu filho. Ele era o centro de sua vida, o motivo pelo qual ela se levantava todos os dias.

Enquanto acariciava a cabeça de Will, Flora pensava em tudo o que ela havia passado para chegar até ali. Ela havia enfrentado a rejeição de sua família, a discriminação e o preconceito. Mas tudo isso havia valido a pena, pois agora ela tinha um filho que a amava incondicionalmente.

Flora olhou para Will e sorriu. Ele estava dormindo, com um sorriso leve nos lábios. Ela sentia uma conexão profunda com ele, uma conexão que transcendia a simples relação mãe-filho. Ela sentia que Will era uma parte dela mesma, uma parte que havia sido criada com amor e carinho.

Enquanto continuava a acariciar a cabeça de Will, Flora sentia uma sensação de paz e contentamento. Ela sabia que havia encontrado seu propósito na vida, que havia encontrado o amor e a felicidade que ela sempre havia procurado. E tudo isso era graças ao seu filho, ao amor incondicional que ele lhe dava.

Leah olhou para o celular e viu que era Alice quem estava ligando. Ela atendeu a ligação e ouviu a voz ansiosa de Alice.

"Leah, eu tive uma visão", disse Alice. "Os Volturi estão atrás de Renesmee e... e de Will."

Leah sentiu um arrepio. "Por que Will?", perguntou ela, confusa.

"Eu não sei", disse Alice. "Mas eu vi que os Volturi estão procurando por ele. E eu também vi que o pai de Flora está envolvido nisso tudo."

Leah sentiu um choque. "O que você quer dizer?", perguntou ela.

"Eu vi que o pai de Flora foi transformado em vampiro", disse Alice. "E que ele matou a mãe de Flora. Ele se uniu aos Volturi após a conversa com a mãe de Flora."

Leah sentiu uma onda de raiva e medo. Ela sabia que os Volturi eram perigosos e que eles não hesitariam em matar para alcançar seus objetivos.

"O que podemos fazer?", perguntou Leah.

"Eu não sei", disse Alice. "Mas eu sei que precisamos proteger Renesmee e Will. Eles estão em perigo."

Leah assentiu, mesmo sabendo que Alice não podia vê-la. Ela sabia que precisava fazer algo para proteger Will e Renesmee. E ela estava determinada a fazer isso, não importa o que custasse.

Publicado 06/03/25
Sem revisão

Flora.Onde histórias criam vida. Descubra agora