Sejam bem-vindos todos e todas!
Este é o meu livro de imagines que eu estou republicando em outra conta após ter perdido a minha conta principal! Algumas me conheceram por Aanasenju, mas agora aqui estou eu retomando tudo, como anadyeager.
Neste l...
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A cidade era outra naquela época. Não que fosse perfeita, mas tinha vida.
As ruas respiravam o fluxo de passos apressados, o cheiro de pão fresco invadia as esquinas, e os cafés ainda mantinham suas portas abertas à espera de um novo cliente. Os prédios refletiam o sol da tarde nas janelas sujas, e, por um instante, tudo parecia tão banal quanto eterno.
S/n andava com os braços enlaçados aos dele, os dedos dela escondidos por dentro das mangas do casaco dele. Ela o segurava como se o calor dele pudesse resistir àquela brisa cortante de inverno.
Riam alto, sem medo de parecerem bobos. Ele tropeçava de propósito nas rachaduras da calçada só para ouvi-la rir. Ela zombava do nariz vermelho dele, enquanto ele fingia drama por causa do vento.
- Você é muito dramático - disse ela, empurrando o ombro dele com uma intimidade que só os apaixonados têm coragem de oferecer.
- E você me ama por isso - respondeu ele, inclinando o rosto para o dela com aquele meio sorriso torto que sempre a desarmava.
- Ainda não sei por quê - tentou manter a pose, mas já sorria com os olhos.
A verdade é que ela sabia, sim.
Sabia pelo jeito como ele apertava os lábios antes de beijá-la. Sabia pelo modo como ele prestava atenção até nas teorias mais malucas que ela explicava, como se cada palavra fosse uma revelação divina.
Sabia porque, por mais que dissesse que ele era insuportável, ainda se pegava decorando o som da risada dele.
E ele? Ele olhava para ela como quem encontrou a única constante no meio do caos.
Pararam em frente a uma vitrine antiga, suja de poeira e esquecida pelo tempo. Dentro, manequins vestiam roupas ultrapassadas, e o reflexo do vidro devolvia uma imagem distorcida deles dois, juntos, sorrindo.
Ele a puxou devagar pelo queixo e beijou-lhe a testa com aquela delicadeza que parecia uma promessa silenciosa. Aquela famosa promessa de que nada mudaria, de que aquele instante se estenderia para sempre.