Capitulo 27

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"Oh, you're the death of me, but I still holdOn the memories of our ghostsI should've known, I guess we're both sinnersWe're both sinners" - Sinners  - Ari Abdul & Tomas LaRosa

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"Oh, you're the death of me, but I still hold
On the memories of our ghosts
I should've known, I guess we're both sinners
We're both sinners" - Sinners  - Ari Abdul & Tomas LaRosa

Madelyn Audore

Pensamentos correm pela minha mente como carros de corrida em alta velocidade enquanto sentia o couro do casaco de William se apertar contra meus dedos e gemer.

 
Meus pés pesados pelas botas estavam assentes mas pedaleiras traseiras da Mota, enquanto sentia o frio do casaco de William contra minha bochecha quando me inclinava para gerar equilíbrio, algo difícil na velocidade que a mesma andava. Estradas passam pelos meus olhos repetidas vezes até me sentir tonta o suficiente para desistir de tentar saber para onde estamos a ir, e apenas confio no instinto e sabedoria do homem onde me apoiava no momento.

Cheiro a óleo queimado enche minhas narinas a medida que os dedos de William se curvavam contra o acelerador.

Dou um tempo para reflexionar nos meus pensamentos no momento, eu estava sim, a fugir.
A fugir de tudo — meus amigos, casa, clientes, festas, chefe.

Respiro fundo, minha mente estava um turbilhão de pensamentos para lá e para cá, alternativas infinitas me percorrem , algumas me dando arrepios. 

Minutos depois, vejo então algumas luzes baterem no casaco de William, luzes azuis e vermelhas.

— Porra, William. — atiro — Eles estão atrás de nós, a polícia está atrás de nós.
Sinto a mota debaixo de mim acelerar e as pedras voarem sobre as rodas da mesma. Sinto os pneus levantarem levemente e caio no banco novamente, me encaixando contra as costas de William. 

— Cala a boca e se agarra na minha cintura, porra. — William rosna.

As rodas por baixo de nós fazem um som alto o suficiente para incomodar, mas a adrenalina do momento não me permitia pensar no semelhante. Apenas me apercebi da velocidade a que a gente andava quando William fez uma curva violenta, nos escondendo em uma encruzilhada. 

E porra, era tão errado deseja-lo numa situação assim, mas era estupido o quanto parecia certo.

Minha respiração estava irregular quando senti o banco subir ligeiramente enquanto William se levantava e se encostava na parede.

E ele pareceu notar, 

Tento regular meu corpo, mas o monte de coisas que acabaram de ocorrer em um espaço de tempo tão curto que parecia algo impossível. 

Então, sinto uma mão em meu ombro. 

— vamos, a mota não é o suficiente. 

Ele se virou, mas eu sentia seu sorriso de canto daqui, ele estava adorando a situação e não queria escondê-lo.

— Você é um desgraçado.

— Você não me chama de desgraçado quando está por baixo de mim.

Filho da puta. 

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⏰ Última atualização: 10 hours ago ⏰

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