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LORENZO CORLEONE
O relógio marcava 16h47. E Annie ainda não tinha voltado.
O tempo parecia rir de mim. Cada segundo uma facada. Cada minuto um grito.
Ela devia estar aqui. Na sala, no jardim, no meu colo. Em qualquer lugar. Mas não estava.
E eu?
Eu estava queimando.
— Onde ela está?!
O grito ecoou pelas paredes da mansão.
Zeus se encolheu no canto. A madeira do braço da poltrona estalou sob meus dedos de tanto apertar.
Levantei.
E então entrei no salão principal. Meus soldados estavam todos de pé, alinhados como bons cães esperando ordens.
Os olhos no chão.
Sabiam que não era o momento de respirar alto.
— Eu dei tudo pra vocês. _minha voz saía baixa, trincada._ Riqueza. Proteção. Sangue. Honra. E ainda assim... a minha mulher desaparece dentro da minha casa e vocês não viram nada?!
Ninguém respondeu.
— Eu devia matar cada um de vocês. Um por um. _continuei._ Pra ver se no último suspiro algum desgraçado resolve abrir a boca.
— Don... talvez ela só esteja...
— CALA A BOCA! _gritei. A veia na minha têmpora latejava._ Se ela "só estivesse", eu sentiria. Eu sou ligado a ela por dentro. Somos almas gêmeas, entende isso?! Se ela tivesse do saído, eu iria saber!
Encostei os punhos na mesa.
Baixei a cabeça.
Fechei os olhos por dois segundos.
Dois segundos.
Mas tudo que vi foi o pesadelo de novo. O outro homem. A risada dela. A traição que nunca existiu, mas me dilacerava como se fosse real.