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ANNIE CORLEONE
A Ani acordou com a cabeça pesada… tudo parecia rodar… o chão tava gelado e fedido, e o meu peito tava apertado, apertado como se um monstro estivesse sentado em cima.
Quando tentei mexer os braços, senti o plástico… duro, cortando o meu pulso… e quando tentei gritar, tinha algo na boca… fita…
A Ani tava presa...
Tentei chorar, mas a fita só fez o som sair abafado, e aí os olhinhos da Ani encontraram um olhar… um olhar assustador.
Uma mulher. Branquela. Com cabelo vermelho e pele de porcelana. Linda… mas do tipo de beleza de filme de terror.
Espera...
Eu já vi ela...
Ela é aquela mulher... Que falou pra mim que o Lorenzo havia botado fogo no convento...
Aquela amiga dele...
— Ahhh, acordou. _a voz dela era doce como veneno._ Princesinha...
Meu coração bateu forte... Por que eu tô aqui?
— Que bonitinha você assim. Parece uma boneca quebrada. _ela riu, se abaixando bem na minha frente._ Sabia que eu fiquei observando você por meses? Um ratinho mimado, que ganhou o rei da toca.
A Ani não entendeu. A minha cabeça ainda tava zonza… doía… mas doía mais por dentro.
— Eu me apaixonei por ele, sabia? Pelo Lorenzo. Mas ele escolheu você. Uma coisinha frágil, boba, com olhos assustados e voz de bebê. _ela sussurrou._ E sabe o que eu quero?
Ela chegou mais perto. A respiração dela cheirava perfume doce.
— Eu quero ver você quebrar. Quero ver seus olhos se apagarem. Quero ver o momento em que você perde tudo. Inclusive esse bebezinho aí.