(cap.74)

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LORENZO CORLEONE

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LORENZO CORLEONE

As folhas estalavam sob minhas botas.
O som abafado da natureza era interrompido só pelo arrastar dos passos dos meus homens atrás de mim.

Caminhávamos pelo bosque que cercava a mansão, como se a verdade estivesse escondida entre as árvores, esperando ser desenterrada com as mãos.

A luz do fim de tarde filtrava por entre os galhos. Amarela. Densa. Quase opressora.

Meu casaco estava aberto, o paletó amassado.

Mas isso não importava.

— Aqui. _falei, parando junto a uma árvore alta, com casca grossa e raízes que rasgavam a terra._

Era um lugar silencioso.

Respirei fundo. Fechei os olhos por um segundo. E senti.

O ar.
O perfume fraco de lavanda.
O cheiro dela.

Ela já esteve aqui...

— Don... _murmurou um dos soldados._ Tem pegadas aqui... pequenas.

Me abaixei.

Era verdade.

Passos leves, arrastados.
Não havia marcas de luta. Nem correria.

Ela veio por vontade própria.

Senti um gosto amargo subir na garganta.

Não tinha sido sequestro. Não era armadilha.
Era pior.

— Ela fugiu. _murmurei, como se admitir isso rasgasse minha carne._

Os guardas se entreolharam.

Mas eu já sabia. Lá no fundo... eu sempre soube.

Ela saiu... porque estava com medo.

De mim.

Não por me odiar.
Não por duvidar do meu amor.
Mas porque... achou que eu ia quebrar com a notícia.

 𝑳𝑨 𝑴𝑰𝑨 𝑵𝑶𝑽𝑰𝑪𝑨 - 𝒜𝓇𝓂ℯ𝒹 𝒟ℯ𝓋𝒾𝓁𝓈 Onde histórias criam vida. Descubra agora