(cap.91)

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ANNIE CORLEONE

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ANNIE CORLEONE

Minhas mãos tremiam.
Os dedos mal seguravam o peso da arma, mas eu mirei. Mirei do jeito que vi o Lorenzo fazer tantas vezes.

Os meus olhos fixos nela.

Naquele monstro que me destruiu por dentro e agora sorria… como se ainda fosse a dona da situação.

— Larga essa arma… _minha voz saiu fraca, quase um sussurro, mas o dedo já tava no gatilho._ Larga...

Selena gargalhou.

Aquela risada fina, arrogante, que me fazia sentir pequena.

Ela ergueu a arma também, apontando direto pra mim.

Com um olhar calmo, preguiçoso até… como se a ideia de atirar em mim fosse tão casual quanto tomar um café.

— Vai, bonequinha. _ela debochou, inclinando a cabeça pro lado._ Me mostra o que aprendeu com o Lorenzo, atira. Vai. Me dá um show.

O guarda parou atrás de mim, mudo, travado.

Eu sabia que ele não ia fazer nada.

Não agora.

Só tinha eu.
Eu, o medo... e o bebê.

Eu engoli seco.

Meus braços pesavam.

Meu coração parecia gritar dentro do peito, doído, desesperado.
Mas o que mais doía… era a lembrança.

Do que ela fez.
Do que disse.

— Você não vai encostar mais em mim… _falei mais firme, mesmo que a voz vacilasse._ Nem no meu bebê.

Ela sorriu.

— Então atira, gracinha. Atira e me prova que não é só uma menininha assustada usando uma arma sem nem saber como uma funciona.

O silêncio que veio depois parecia gritar.

 𝑳𝑨 𝑴𝑰𝑨 𝑵𝑶𝑽𝑰𝑪𝑨 - 𝒜𝓇𝓂ℯ𝒹 𝒟ℯ𝓋𝒾𝓁𝓈 Onde histórias criam vida. Descubra agora