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LORENZO CORLEONE
O gosto de sangue subia pela minha garganta.
Aquela sensação de ferro, de raiva, de medo, de ódio.
— FILHA DA PUTA!
Esmurrei a parede do escritório com tanta força que senti como se meus ossos rachassem.
— COMO CARALHOS ELA CONSEGUIU, LUCA?!
Ele me olhou com aquele semblante duro, mas os olhos... Os olhos dele tremiam. Ele também tava com medo.
— Não sei, Lorenzo. _ele bateu na própria têmpora com dois dedos, frustrado._
Merda... Caralho...
Porra!
Eu joguei tudo que tinha na minha frente longe. Mesa, cadeira, celular. A porra do celular despedaçou quando se chocou com a parede.
— Ela só queria comprar aquelas roupinhas ridículas de bichinho que ela gosta de usar. Só isso. E agora... _passei a mão no cabelo, puxando com força._ Agora ela está nas mãos daquela vadia... Grávida... Grávida, Luca!
Ele engoliu seco.
— A gente já tem equipes vasculhando os arredores do shopping. Câmeras já foram recolhidas. Ela quer te quebrar.
— Ela conseguiu...
Silêncio.
Mas não o silêncio bom. Era aquele silêncio sujo, pesado, que gruda na pele. O tipo de silêncio que antecede o caos.
— Eu vou matar essa vadia, Luca. Não... matar não... Eu vou fazer ela implorar. Vou fazer ela rastejar....
Ele assentiu, mesmo sabendo o que isso significava. Não me tentou frear. Nem ousou.
Eu sentia meu olho tremer, tudo tremia.
Eu queria... Estourar a cabeça dela... Mas não... Eu ia fazer ela sofrer.